Domingo, 17 de Maio de 2009
Se

«Se Portugal fosse um país a sério não permitiria que um alto funcionário, seu representante numa instância internacional, sujeito a um processo disciplinar muito delicado, que o envolve, justa ou injustamente não sabemos, numa interferência abusiva num processo de corrupção que envolve o nome do primeiro-ministro, continue a gozar da confiança política que o cargo exige. Nós sabemos que foi um corpo idóneo da justiça e um inquérito prévio que entenderam haver sérias suspeitas que justificam o processo e sabemos que o cargo implica confiança política num magistrado que também tem carreira política, e que fez parte de um governo do PS. Convém lembrar que a representação no Eurojust, uma agência europeia, é dependente dos Estados-membros que nomeiam os seus membros, e não da hierarquia da Procuradoria-Geral da República portuguesa. Por isso, existe um acto de cobertura política na manutenção desse funcionário.»

 

José Pacheco Pereira, Abrupto


publicado por João Gonçalves às 11:09
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4 comentários:
De J. Silva a 17 de Maio de 2009 às 12:32
De facto, se Portugal fosse um país a sério, o Dr. Dias Loureiro já tinha sido demitido de Conselheiro de Estado, pelo Presidente Cavaco.... ou não, Sr. Pereira???


De fernando antolin a 17 de Maio de 2009 às 18:39
E podia aproveitar o balanço e incluir no pacote o sr.Pinto de Sousa !!


De Anónimo a 17 de Maio de 2009 às 15:16
bgf


De DD a 17 de Maio de 2009 às 21:19
Conversas particulares são crime?
Os magistrados são influenciáveis por conversas de colegas?
Se são, não devem continuar a exercer a profissão.
Qualquer processo a Lopes da Mota no sentido de o culpar de tentar influenciar dois colegas ao mesmo nível hieráariquico é uma vergonha para a justiça, pois não deveria passar pela cabeça de alguém que um colega possa dizer a outro para fazer isto ou aquilo, a não ser se for portador de uma verdade insusceptível de ser contrariada.
Se Lopes da Mota disse que não há qualquer indício na Freeport de Londres ou outra qualquer de pagamento de luvas e isso é a verdade, então pode ter influenciado, pois nada mais avassalador para um magistrado que a verdade. Ele está obrigado à verdade e nunca a acusar seja quem for por razões políticas.
A realidade é essa, não há indícios de crime e, menos ainda, de criminoso. A vice-procuradora Candida disse que o PM não é suspeito. Nunca poderia ser por não haver factos que comprovem o crime, salvo uma carta anónima sem valor probatório.
Mesmo assim, alimenta-se a suspeição numa campanha negra destinada a tornar as próximas eleições uma FRAUDE eleitoral, uma burla, um autêntico golpe de Estado.


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