Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Chega

Um dia teremos de mudar. De políticas, de forma de estar na política, de estratégias, de conceitos e de prioridades. Um dia teremos de concluir não ser com obras públicas faraónicas que se apoiam os mais desfavorecidos. Que não cabe ao Estado apoiar certas empresas, em detrimento das demais; alguns cidadãos, com prejuízo da maioria. Um dia seremos forçados a agir, para que o Estado não se transforme no nosso mestre, mas cumpra a função de ser o nosso servo.

Mudar de políticas, pois o Estado não pode gastar o que não tem. Mudar de políticas para que os portugueses recuperem o poder de decidir o seu futuro. Mudar de políticas, para que o Estado se concentre no essencial: Uma Justiça célere, capaz, digna, cumpridora e respeitada; uma legislação prudente, bem estruturada e mais preocupada em incentivar os cidadãos que em controlá-los. Mudar de políticas para que sejamos mais competitivos; mudar para que haja menos burocracia e mudar, essencialmente mudar, para que o Estado fique mais pequeno.

Mudar de pessoas. Sim, de pessoas. Portugal precisa de ter no poder alguém verdadeiro, real, que se inquiete com o que nos apoquenta, veja o que todos vemos: Que o país está pior que em 2005. Partilhe com os portugueses as suas ideias, compreenda as suas preocupações. Alguém que nos ouça. O país precisa de um Primeiro-Ministro, não de panfletos publicitários. 

Quanto mais cedo essa mudança chegar, melhor. Este blogue é constituído por inúmeras pessoas, algumas do PSD, outras nem por isso; alguns votantes habituais no PSD, outros nem por isso, mas todos com algo em comum: A convicção de que o país não aguenta mais 4 anos com um governo socialista. Que este ano de 2009 é a oportunidade de ouro para mudar e que é no PSD que essa possibilidade se encontra.   

O primeiro passo nesse sentido será dado com as eleições europeias. Com as vitórias do PSD, será possível mudar. Cabe-nos fazer a nossa parte para que a mensagem passe. E ela vai passar, não haja dúvidas disso.
 


publicado por André Abrantes Amaral às 10:54
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18 comentários:
De Luis Melo a 13 de Maio de 2009 às 11:41
Pelo que vemos hoje, o combate político irá centrar-se nas qualidades pessoais dos candidatos: integridade, honestidade, seriedade, carácter, educação, postura, etc. Infelizmente, no cenário político actual, impera a avaliação destas coisas, em vez do debate de ideias, ideais, estratégias, planos de acção, medidas e soluções.

Todos sabemos que o povo prefere ouvir falar do acessório, mais do que do essencial. Mas o facto é que os políticos de hoje “se puseram a jeito”. Não faltam escândalos de corrupção, compadrios e afins, que todos sabemos serem verdade. Até porque, por vezes, esses casos se passaram connosco ou com alguém próximo, não é preciso tribunais para o provar.

Além disso, a maioria dos políticos de hoje é hipócrita. Regem-se por aquele velho ditado “Olha para o que eu digo, não para o que eu faço”. Todos são a favor da ética, da transparência, da verdade. Mas depois não a praticam. Aliás, muito pelo contrário.

Para melhorar a política, é importante haver sentido de missão no desempenho dos cargos. É essencial, que os políticos coloquem, de uma vez por todas, os interesses colectivos á frente dos interesses pessoais.

Temos de voltar à política que existiu nos primeiros 20 anos após o 25 Abril 1974, quando as pessoas confiavam nos políticos, consequência dos seus bons desempenhos e da sua preocupação real com o país. Com isso, as pessoas com mais capacidade não fugiam da política, e portanto não deixavam lugar vago aos mais incompetentes, interesseiros e vigaristas.

Além do sentido de missão – que por vezes, ainda se vê em alguns (poucos) políticos – é preciso haver coragem. Alguns até têm capacidade, mas falta-lhes a coragem política para implementar medidas. Dizem-se todos muito determinados e decididos, mas depois é o que se vê.

Tal como dizia Pedro Lomba há uns tempos no DN: "Fazer de Portugal um sítio governável implica actuar sobre as causas que há 10 anos nos impedem de crescer. Que valor pode ter um Governo de maioria absoluta, que se mostra incapaz de afrontar os problemas essenciais do País? A estabilidade depende dessa coragem e não das maiorias absolutas."

Também muito importante, é manter o respeito pelos cargos públicos. Chega a ser chocante, o desrespeito dos políticos de hoje pela posição que ocupam. Por exemplo, José Sócrates, aquando da ida do coro do Colégio Militar, a São Bento cantar as janeiras, disse que agradecia e fazia votos de querer voltar a vê-los no próximo ano, no mesmo local. Ora esta afirmação – proferida nestas circunstâncias – mais do que partidária, é de um baixo cariz eleitoralista e demonstra desrespeito pelo cargo que ocupa.

Além do respeito pelos cargos, há também que lembrar o respeito pelas instituições. A utilização partidária e egocêntrica, de algumas instituições, por parte de alguns governantes é incrível. Tudo serve para ser utilizado a seu bel-prazer sem olhar a meios nem a consequências, desde que sirva os seus interesses (veja-se o recente caso do vídeo sobre o Magalhães, utilizado num tempo de antena do PS).

Há uma tendência para, quem está no poder, ir tomando conta de todos os sectores. Os partidos colocam os seus boys nos lugar-chave, e chamam a si o controlo de bancos, empresas e projectos de interesse estratégico e estruturante (como o Porto de Lisboa, o TGV, o Aeroporto ou a 3ª travessia do Tejo).

E depois, todas essas pessoas que gravitam á volta do poder de Lisboa, também contribuem para a degradação da democracia. Principalmente porque lhes falta carácter e dignidade.

Todos os dias vemos, por diversas vezes, pessoas a prestar-se a cenas indiciadoras de posturas de uma subserviência e de uma bajulação demasiado evidente. Tentando assim colher a sua parte dos “lucros”, obter favores, empregos ou cargos.

Infelizmente a política de hoje em dia está num estado lastimável. Toda ela é orientada para os interesses pessoais em detrimento dos reais interesses do país. E depois, em anos eleitorais, baseia-se em propaganda, principalmente nos média. (Montam-se espectáculos que mais parecem circos, onde se fazem promessas que, como de costume, não se vão cumprir).


De JB a 13 de Maio de 2009 às 18:00
«coloquem, de uma vez por todas, os interesses colectivos á frente dos interesses pessoais»
"Interesses colectivos",
se é que eles existem.
Na física quântica, nunca foram vistos.
JB


De Luis Melo a 13 de Maio de 2009 às 11:41
Nisto, também os média têm uma grande responsabilidade. Um dos grandes problemas do cenário político português, são os meios de comunicação “dita” social. Eles que deveriam ser o veículo de transporte, da mensagem real entre governantes, partidos e eleitorado.

Ou seja, a política está mal, muito mal. A ligação entre ela e o povo está pior ainda. Como vamos nós sobreviver a isto? Mergulhados que estamos numa crise financeira, económica, social… mas principalmente numa crise de valores…


De Sérgio Nunes a 13 de Maio de 2009 às 12:30

A última vez que o PSD andou pelo poder aconteceram duas coisas únicas:

(1) Um primeirro ministro abandonou o cargo a meio do mandato. Simplesmente seguiu interesses pessoais.

(2) Um primeiro (segundo?) ministro foi *despedido* pelo presidente da república.

Mudar para pior? Não obrigado!


De JB a 13 de Maio de 2009 às 18:05
«Um primeirro ministro abandonou o cargo a meio do mandato»
Descodificando: um país que leva a PM um cavalheiro deste calibre, tem direito a ser independente?
Com um PR a tecer loas à honra do País nesta paródia?
A bem do Bloco Central?
Nada a fazer, votar em branco.
Pese alguma simpatia por alguns actores do momento: MFL e agora PRangel.
E o meu antigo voto socialista, agora no BE.
JB


De Ohdiacho a 14 de Maio de 2009 às 09:26
Os Governos PS: o de Guterres criou o "Pântano" de que ainda não saímos e ele teve que fugir para não morrer atolado no mesmo. Naquele "Pântano" se treinaram os seus sequazes que voltariam através de Sócrates para criar um GOVERNO BANHA DE COBRA cujo principal vendedor tem todas as características dos feirantes que vendem aquele produto: com lata, bem falante, enfim, o aldrabão que tudo resolve!!!


De pedrocs a 13 de Maio de 2009 às 12:32
"teremos de concluir não ser com obras públicas faraónicas que se apoiam os mais desfavorecidos", acho logo curiosa esta afirmação, tendo em conta o reinado de Ferreira do Amaral, a era das autoestradas e do betão, encabeçada pelo PSD.

Mas agora não, agora já são contra as obras públicas, porque não estão no poleiro.

Vocês são todos a mesma corja, por isso voto nulo desde 2001.


De Sérgio Nunes a 13 de Maio de 2009 às 15:10
Há mais partidos para além do "bloco central".


De pedrocs a 13 de Maio de 2009 às 15:40
Sérgio, "a mesma corja" (citando-me a mim mesmo), cobre toda essa gente.


De Sérgio Nunes a 13 de Maio de 2009 às 17:14
Sobre os que já lá estiveram (PS & PSD) é possível ter uma opinião. Sobre quem não esteve só podemos especular - talvez sejam a "mesma corja", talvez não.

Acho que o voto útil é nos pequenos partidos.

Basta ver como tremem os grandes com as subidas que os pequenos apresentam nas sondagens.


De pedrocs a 14 de Maio de 2009 às 10:27
Temo o pior, quando se fala dos "pequenos". Quem? O CDS? Medo. O PCP? Igualmente medo.

Quem sobra? O Bloco?
Têm ideias giras sobre o avanço da sociedade, mas e o resto? Não me chega.

E concordo, apenas podemos chamar corja a quem já confirmou sê-lo, quem já lá esteve: PS e PSD (e o CDS também já meteu o dedo), para mim, são iguais: corrupção, interesses próprios e rivalidade política sem qualquer tentativa de colaboração (o que é infantil ao nível de rivalidade futebolística).


De Shrike a 13 de Maio de 2009 às 12:53
Não estou de acordo. Também acho que o comentário imediatamente a seguir demonstra claramente a razão pelo qual 75% da nossa população não se revê em nenhum partido político.
Preocupa-me seriamente não ver nenhum representante de qualquer partido analisar este ponto, com alguma introspecção.
Muito a sério, apontar o dedo a oponentes e acusá-los de ( reais e válidas ) questões pelas quais também foram responsáveis não tem impacto. É "spam" político e os vossos potenciais eleitores já auto-filtram isso.
E textos como este estão repletos de buzz-word e slogans. São tendenciosos até para eleitores interessados, causando uma certa relutância em ler até o fim.

Já agora, uma dica: O Obama não venceu por causa de usar bem a internet. Ou por atacar directamente os seu oponentes. Venceu por estabelecer uma visão CONSTRUTIVA e bem definida de como queria liderar, aceitando claramente e publicamente que a classe política perdeu a confiança dos eleitores como um todo, que o jogo tinha que mudar.

Gostava MESMO que alguém ( até o vosso partido, que não é dos meus favoritos ) tivesse coragem para essa auto-avaliação pública. Mas sei que não vai acontecer, são demasiado portugueses velha-guarda, orgulhosos até o tutano e demasiado preocupados com uma pseudo-imagem pública em quem ninguém já acredita.

Pena.


De JCunha a 13 de Maio de 2009 às 15:47
"Mudar de pessoas. Sim, de pessoas."
Não apenas as que estão no poder.
Estou de acordo.
O PM acaba de nacionalizar mais uma empresa, a COSEC . Para "apoiar as nossas empresas". "Nossas" de quem? É curioso que o líder da falida Associação Empresarial de Portugal e funcionário do IAPMEI, agora serve de lebre. lançou esta há 3 dias, e o PM agora deu-lha! Coincidências.


De anonima a 13 de Maio de 2009 às 16:53
O que faz falta é alguém que ande por ai, não a inaugurar coisas, mas a ouvir as pessoas e saber do que precisam, neste momento ha muita gente a passar fome....e nao falo de bairros desfavorecidos ...


De jose a 13 de Maio de 2009 às 18:05
Acabar com os favores e clientelismos..muitos nada mais fizeram do que terminar licenciaturas e de seguida ocupar altos cargos. desde a segurança social aos governos civis, tudo enche de gente que nada sabe ou quer fazer...


De Mundano a 13 de Maio de 2009 às 18:21
Tudo farinha do mesmo saco esta cambada.
Apoio e votaria num referendo para ditar a Lei CHINESA em Portugal. Assim acabavam os Mafiosos e teriamos gente séria no poder.
Enquanto o estado da Justiça for este..Nada a fazer.


De Daniel João Santos a 13 de Maio de 2009 às 20:51
este país está cansado deste socialismo estranho aplicado por Sócrates... acho eu!


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