Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Um bom tónico…

Paulo Rangel está a realizar uma campanha bastante acima das minhas expectativas. Na data do anúncio da sua candidatura pensei que a opção de Manuela Ferreira Leite era demasiado arriscada. Não pelas qualidades de Rangel, mas por considerar que apresentar como cabeça de lista alguém que está na política há poucos anos, inexperiente a lidar com o establishment partidário e, principalmente, com escassa notoriedade perante o grande público, era uma má aposta. Felizmente a líder do PSD não pensava como eu, nem como a maior parte dos analistas deste país, e optou por Paulo Rangel.

 

Como se tem visto nos debates em que tem participado, e ainda recentemente na tertúlia no Nicola, Rangel já é uma das faces de uma nova geração de políticos portugueses. E este comprometimento de Rangel nas eleições europeias é também o reforço do carácter europeísta do PSD, ao enviar para Bruxelas um dos seus melhores valores.

 

As opções nestas eleições são muito claras. O PS apresenta um candidato com um longo historial na nossa democracia, deputado da constituinte e militante do PCP até 1989. Desde então tem colaborado com o PS, inclusive como deputado na Assembleia da Republica. É uma figura com um passado relevante, e que merece respeito. Talvez por valorizar o seu histórico, José Sócrates ofereceu-lhe, a contra-gosto de muitos socialistas, um prémio carreira em Bruxelas. As coisas não lhe têm corrido bem, pois Vital Moreira tem demonstrado total inaptidão no exercício da campanha. Mas isso é outra história. A verdade é que as competências e a importância do Parlamento Europeu não se compadecem com este espírito de reforma dourada com que o PS encarou estas eleições (e nem vale a pena falar das candidatas que vão apenas “dar o nome”). O PE tem competências cada vez mais reforçadas, e caso o Tratado de Lisboa entre em vigor, vão aumentar ainda mais. E por isso espera-se que o país mande para Bruxelas os melhores. Foi o que o PSD fez com Paulo Rangel.

 

Por fim, já vários colegas do blogue sublinharam este aspecto. Eu também não concordo com tudo o que Paulo Rangel defende. Por exemplo, preferia que sustentasse, sem reticências, a entrada da Turquia na União Europeia, ou que assumisse uma defesa intransigente de um referendo ao Tratado de Lisboa, como fez o PSD com Marques Mendes. Mas ninguém pode acreditar que se concorde com tudo o que defende o partido/candidato que se apoia. Em democracia as pessoas devem fazer as suas escolhas de forma consciente e em liberdade, devendo o voto recair naqueles que lhes estão mais próximos.

 


publicado por Nuno Gouveia às 21:55
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