Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Pragmatismo

Quando Manuela Ferreira Leite assumiu a direcção do PSD, fui céptico quanto à capacidade da ex-ministra das finanças mudar a orientação deste partido. Enganei-me. Bem sei que há ainda um longo caminho a percorrer para que o PSD se torne uma alternativa global aos socialistas. No entanto, algum tem sido feito. Desde a desacreditação do investimento público em obras faraónicas com o pretexto de estas criarem emprego, à necessidade de reduzir a despesa pública, a que se junta a coragem de não aumentar os salários da função pública, num período em que parte da população está passar um mau bocado, são várias as novidades a não desprezar. Um partido político, alheado durante anos do dia-a-dia do cidadão comum, não encontra soluções novas de uma hora para a outra. É preciso tempo. E paciência, que por cá não se acredita em revoluções. Uma coisa é certa: Manuela Ferreira Leite tem dado sinais de que ouve as pessoas. Conhece e compreende os seus problemas. Somando a sua maneira pessoal de fazer política (totalmente oposta à de José Sócrates), mais o excelente candidato que é Paulo Rangel e podemos concluir que estamos no caminho certo.

Basta estar com atenção para não duvidar do que escrevi.
 
 


publicado por André Abrantes Amaral às 11:06
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1 comentário:
De Luis Melo a 21 de Maio de 2009 às 12:19
RTP - Rádio e Televisão do PS (http://mudaportugal.blogspot.com/2009/05/rtp-radio-e-televisao-do-ps.html)



Ontem à noite assisti a um programa interessante na RTP. O "Conversas com Mário Soares" trazia como convidados, Santiago Carrillo (ex-Secretário Geral do Partido Comunista Espanhol) e Raul Morodo (membro do PSOE e ex-embaixador de Espanha em Portugal).

Os três falaram na luta dos seus partidos (todos de esquerda) contra os regimes de Franco e Salazar. Falaram muito da intervenção do PS e PC espanhol e português na construção da história europeia. Histórias curiosas que envolveram estas 3 personalidades e outras da mesma área política.

Tudo normal, não fosse o cheiro a campanha eleitoral Socratiana, que este programa emanou e de como pareceu ser "ensaiado". Santiago falou mal de Cunhal e distanciou-se do PCP. Os três falaram bem de Zapatero e Santiago disse até que a esquerda deve apoiar o PS de Zapatero. Insinuando que alguns comunistas devam apoiar Sócrates (numa tentativa de ir buscar votos do PCP para ao PS, nas eleições que se aproximam).

Quiseram passar a ideia de que o PSD, o CDS, o PP Espanhol e outros, não tiveram um papel igualmente fundamental na democratização das sociedades portuguesa e espanhola. Como se não tivessem havido outras figuras (para além de Soares, Gonzalez, Carrillo) que lutaram contra o regime salazarista. Houve, e alguns desses fizeram-no "às claras", pela frente, nos locais devidos, junto ao povo. Sem estarem escondidos ou "exilados" no luxo de Paris.

É uma vergonha, que a RTP coloque um programa destes no ar. Onde está o "famoso" contraditório?


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