Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Os keynesianeiros!...

 

O Governo tem-se louvado em Keynes para prosseguir a sua política de aumento da despesa pública como forma de assegurar o crescimento económico.
Errada a política, como se tem verificado. A realidade é que o crescimento, se o há, é débil, dificultado pela maior carga fiscal, e o aumento da dívida pública prejudica o futuro desenvolvimento da actividade económica.
A teoria keynesiana teve por base condições muito diferentes das que agora vivemos. A começar pelo peso da despesa pública, incomparavelmente mais baixa do que actualmente, e a terminar nos impostos, com um nível muito mais moderado. O financiamento da economia não apresentava os dilemas de hoje, e a dívida pública não era tão constrangedora.
Hoje, e face ao nível crítico da dívida, mais despesa pública exige mais impostos. Contra toda a lógica, não deixa o Estado que as empresas invistam e os cidadãos gastem, extorquindo-lhes os meios para ele próprio gastar de forma geralmente improdutiva e irracional. A prova está em que Portugal é dos países com maior peso de despesa pública e com menor índice de crescimento.
Face ao cenário macroeconómico existente, nível da despesa pública, endividamento do Estado, necessidade de investimento privado e às dificuldades de financiamento da economia, Keynes nunca preconizaria para o Portugal de hoje as suas próprias medidas keynesianas de há oitenta anos.
Por isso, as que vêm sendo implantadas melhor se chamarão keynesianistas ou keynesianeiras. E, para salvaguardar a honra de Keynes, o mínimo castigo que os seus promotores merecem é perderem as próximas eleições. E eu nem sou keynesiano!...  

publicado por a. pinho cardão às 17:58
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3 comentários:
De Carlos Santos a 21 de Maio de 2009 às 18:19
Jure! Não é keynesiano?
Isso é um eufemismo. Você nem leu o Samuelson, na versão básica.


De Miguel a 22 de Maio de 2009 às 00:17
O tesoureiro do governo, pessoa séria, por sinal o único que ainda vai segurando a barafunda, vem colocar alguma confiança ao investimento vislumbrando a bonança no horizonte. Resta perguntar: quem vai pagar a próxima correcção do défice real em % do PIB? que andará seguramente nos 6,5%, já para não falar do desemprego, crescimento negativo e o maior dos monstros: o endividamento externo que nos vai obrigar a hipotecar a tanga até aos nossos netos, para pagar as obras de fachada com duvidosa viabilidade económica


De a. pinho cardão a 22 de Maio de 2009 às 09:52
Quem vai pagar?
Não é difícil responder. Todos nós, e não vai demorar. Como a dívida começa a atingir ponto de não retorno, aumentarão os impostos, implicando queda na actividade económica.


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