Sábado, 23 de Maio de 2009
Mas... não vou receber nada?!

Estou com o Vasco: que brilhante virar do avesso o post inicial. Mas eu não gostei nada do esclarecimento. Afinal tinha ficado esperançada que perante a denúncia de José Reis Santos dos "amplos recursos" que possuía a malta da direita que se tem ocupado a escrever em blogues ou em projectos editoriais como a Atlântico, os administradores desses infindáveis recursos se envergonhassem e os partilhassem, e, tendo eu escrito no blogue Atlântico, ainda me calhasse receber alguma pequena parte dos above mentioned recursos. É que como se bem subentendia do primeiro post do José Reis Santos, a malta de direita nunca pensaria dar o seu contributo se não houvesse os tais "amplos recursos" como incentivo; já dizia esse incomparável produtor de disparates verdades incontestáveis na sua última campanha, o Dr. Soares, que o que separa a direita da esquerda é que os primeiros se preocupam com o bem dos mais pobres e os últimos se preocupam com o seu próprio bem. Enfim, estávamos todos em busca do vil metal. E, para mim, e por isso estava satisfeita, até me dava bastante jeito, o vil metal. O meu corpo tem por estes dias uma forma muito pouco usual, a roupa não me serve, os saltos (bem) altos que costumo usar são agora insuportáveis - a tal redistribuição ser-me-ia muito útil para me vestir e calçar. O José Reis Santos já viu o preço de uns flats Jimmy Choo? (A malta de direita não pensa em calçar outra coisa, claro).

 

E agora estraga-me o José Reis Santos os sonhos consumistas. Não se faz. Diz, afinal, que falava de "motivação". Ora bolas. Em todo o caso, a motivação da gente de direita é mais evidente do que a de esquerda por uma boa causa: a malta de esquerda trabalha arduamente e com afinco para a melhoria das condições de vida do país – aceitou o difícil desafio de colocar em prática o que apregoa -, e não tem tempo nem para se coçar, quanto mais para twittar". Não são uma cambada de preguiçosos como nós, que nos dedicamos apenas a escrevinhar coisas; não, eles trabalham em prol do bem comum. Ora no meu caso concreto José Reis Santos volta a acertar: é que sendo a minha empresa uma empresa de comércio (grossista e retalhista), viu a sua actividade afectada com a retracção de consumo que veio com o aumento adicional de 2% do IVA do primeiro-ministro-prometo-não-aumentar-impostos. Lá se reduziram margens, lá se diversificaram os produtos, sobrevivemos sim senhor, mas certo é que o meu volume de trabalho, proporcional ao volume do negócio, diminuiu com o governo Sócrates. Daí, ao contrário dos socialistas que trabalham arduamente para nos salvar (deles, será?), eu ter algum tempinho para escrever coisas com esse objectivo malvado de lesa-pátria de "derrubar, por todos os meios possíveis, o Governo do Partido Socialista" (caro José, descanse, os meios armados não constam do nosso programa).

 

 

Recomendo a vista a estas bases de dados do INE, uma onde se vê o índice de volume de negócios do comércio a retalho bruto do últimos meses sendo a base (=100) a média de 2005 (ano do início deste lindo governo) e outra, deflaccionada, com base de 2000 (há nove anos!). Reparar, sobretudo, na miséria dos valores do comércio de bens não-alimentares.

 

Resta-me agradecer estas maravilhosas informações que recebi de José Reis Santos, incluindo a capacidade de atracção do PSD a pessoas como o Paulo Pinto Mascarenhas (muito estimado e admirado por mim) que, nas últimas notícias, era do CDS.


publicado por Maria João Marques às 23:59
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