Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Breve nota de pé de página

Até ter sugerido a alguns bloggers a criação deste blogue, a que demos o nome de Papamyzena, a minha incursão pela política partidária era nula. Agora, reduz-se ao que vêem no vosso monitor. Talvez por isso me tenha deixado surpreender por algumas reacções a esta iniciativa. Na verdade, e porque o meu interesse pela política se tem cingido à discussão de ideias e às muitas variantes das políticas públicas, esperava mais dos críticos. Ouço dizer que este blogue é demasiado à direita para o PSD. Se assim é, será porque aqui, independentemente de o Papamyzena ser um espaço de combate político-partidário, se discutem ideias. Se avança com um novo e diferente modo de encarar o Estado. Infelizmente, as críticas lidas não apresentam o mesmo conteúdo. Limitam-se a sugerir que quem cá escreve, o faz com ligações a grupos, a interesses e que esta reunião de bloggers de direita deve ser o fruto de várias estratégias de recrutamento.

Na medida em que é naturalmente tudo falso, interessa compreender o porquê desta crítica fácil. Pela minha parte, acredito que tal se deve ao actual vazio ideológico da esquerda. De tanto repetir as mesmas máximas e de tanto fazer os mesmos raciocínios, a ‘coisa’ esgotou-se. ‘Foi chão que já deu uvas’. Acabou. Mas há ainda outra hipótese.

As sugestões de que tudo isto é fruto de uma estratégia bem montada também pode levar a crer que, se calhar, é assim mesmo que a política tem funcionado à esquerda. A confirmar-se ser assim, no ‘papamyzena’ não nos arrependemos de ter tomado um caminho diferente. A mudança na política não se reduz apenas ao conteúdo. Está também na forma.  

Espero ter-me engando, embora julgue que não. Na verdade, receio que a esquerda não tenha, no seu âmago, uma nova geração desde sempre longe do poder. É pena, porque é o país quem perde.
 


publicado por André Abrantes Amaral às 12:08
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12 comentários:
De sivispacem a 25 de Maio de 2009 às 12:33
Acabo de publicar algo na vossa linha em "vistodesirius.blogs.sapo"Filosoficamente sinto-me próximo de vós,mas nunca teria militância.Gostaria de ser visitado,mesmo se heterodoxo.
Paradoxalmente tenho feito (4 ou 5,não mais...)comentários em blogs em que tropeço e me estimulam,mas não aceito comentários no meu.Impedir-me-iam (idiossincrasia desgraçada...)de prosseguir.
Nem à família confesso...Nem averiguo se sabem...


De Maria a 25 de Maio de 2009 às 13:27
Quanto a mim garanto-lhe que se enganou redondamente :)

sou simplesmente neutra :)

Acredito simplesmente que existem problemas bem mais profundos que urgem ser resolvidos...

Eu própria sou leiga nestas coisas de politica, mas uma coisa é certa este país precisa profundamente de mudar..

O estado te que ser mais honesto com as pessoas... mais justo. Sei que não é novidade nenhuma mas não custa nada relembrar .


De Mariana Martins a 25 de Maio de 2009 às 17:50
Diz que aqui se discutem ideias? A única "ideia" que vi até agora foi um cmbate anti-Sócrates. É essa a "ideia" do PSD?


De Stran a 25 de Maio de 2009 às 18:00
Bem eu ainda não tinha criticado este blogue, mas a minha principal critica é a quase ausência de apresentação de ideias neste blogue. Tirando isso tudo bem...


De atirei o pau ao gato a 25 de Maio de 2009 às 18:34
Criticar o Sócrates já não é uma má ideia, embora não seja original, mas até o fazem com bons argumentos. Ajudar a tirar Sócrates do poder tb não lhes fica mal.
No meio disto tudo só não se percebe porque é que teriam de ser os comedores de papa residentes a dar ideias ao psd, não devia ser o psd a dar as ideias. Estes gajos já montaram o circo e ainda têm de fazer a papinha toda ao psd. Não será pedir muito? Bom sempre é melhor que repetir à nausea as pseudo-ideias do primeiro ministro, que também não é grande ideia que se tenha.


De AntonioCostaAmaral (AA) a 25 de Maio de 2009 às 19:21
Infelizmente, as críticas .... Limitam-se a sugerir que quem cá escreve, o faz com ligações a grupos, a interesses e que esta reunião de bloggers de direita deve ser o fruto de várias estratégias de recrutamento.

Na medida em que é naturalmente tudo falso, interessa compreender o porquê desta crítica fácil. Pela minha parte, acredito que tal se deve ao actual vazio ideológico da esquerda.


Eu diria que a esquerda "moderada" portuguesa não tem qualquer ideologia coerente -- e o mesmo se pode dizer da direita portuguesa.

Contudo, a esquerda não deixa de ter uma cultura -- que apesar de estar pejada de insultos à lógica --, tem grande apelo cultural.

A direita nem por isso, já que é pobre de retórica e incoerente com as políticas socialistas que namora servilmente.

Quanto a mim, tais críticas de vast-right-wing-conspiracy à portuguesa denotam antes outro vazio nada ideológico - o vazio que existe entre duas orelhas.


De Vasco Campilho a 25 de Maio de 2009 às 19:28
O vazio que existe entre as duas orelhas é também, de certa forma, um vazio "ideológico" ;)


De Maria a 26 de Maio de 2009 às 15:55
és mesmo ruim apreeeeeeeeeee :S


De Paulo Algarvio a 25 de Maio de 2009 às 21:19
Quando li qualquer sobre as "dereitas" a minha perna esquerda deu logo um guinada. Mas.... como sou democrata e espero continuar a sê-lo aqui estou para dizer que as ideias e os ideais não se medem por partidos ou coligações. Há gente boa e séria em todos os quadrantes políticos o mesmo acontecendo com o jornalismo. Lá pela Manuela Moura Guedes ser uma figura inquisitorial não quer dizer que os outros jornalistas tenham de lhe seguir os passos. Assim espero que as próximas eleições sejam
ganhas pelos mais bem preparados para os cargos iomportantes que lhes vão ser distribuídos. É que isto da gente gostar muito da CEE quando chegam os rios de €uros não chega. Boa noite.


De NMA a 26 de Maio de 2009 às 11:52
Gaba-te cesta que vais à vindima…
Isso é uma constatação completamente narcísica sem fundamento.
A tal geração maizena a que muitos se orgulham de pertencer não me parece assim tão vasta, se contarmos bem é a mesma dúzia e meia que circula por vários blogs e que adoptaram a estratégia do “se falarmos muito parecemos muitos”. E quantos “maizenas” não têm o “rabo preso” por tachos públicos no tempo do governo PSD ( e CML, já agora)? Certamente recompensa pelo enorme mérito que tiveram por agitarem bandeiras (daquelas a sério, de pano, não me estou a referir a causas) muito disciplinadamente nos congressos e comícios. “Nova geração desde sempre longe do poder”? Onde? Uma andorinha nunca fez a Primavera.
O que a geração maizena tem demonstrado é um enorme desprezo por quem não alinha no pensamento “único” que defendem, colocando todos os outros, especialmente aqueles que defendem o governo, num mesmo saco de desdém e menosprezo. Sugiro que andem um bocadinho mais atentos ao que se passa à vossa volta e baixem um bocadinho os níveis de bazófia. São capazes de ter uma surpresa…


De Observador do Nicola a 26 de Maio de 2009 às 18:55
O que os comentários ressabiados que por aqui aparecem, não conseguem desmentir é que a esquerda não consegue controlar a blogosfera como controla a grande maioria da informação escrita, radiofónica e televisiva.

Quando fica em igualdade de condições com a direita vem à tona a sua superficialidade e o seu apego ao poder/benesses que no fundo é (tem sido) o substrato natural em que tem medrado ao longo dos anos.

Como o resultado de tudo é a desgraça em que este país caiu nos últimos anos, resta-nos reconstruir a partir dos cacos existentes.




De NMA a 28 de Maio de 2009 às 15:00
Desculpe lá Nicola, mas não acha pelo menos caricato que a auto-denominada "brilhante" geração maizena gaste 90% do seu tempo (traduzido em posts) apenas a dizer mal da esquerda e do PS? É curto para tanto brilhantismo...


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