Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Rangel, uma agradável surpresa

Quando foi anunciado o nome de Paulo Rangel como cabeça-de-lista do PSD às Europeias, franzi o sobrolho. Pareceu-me um erro de Manuela Ferreira Leite: escolher um candidato com um currículo político reduzido, desconhecido do grande público e com um mediatismo muito inferior a outros nomes (como Marques Mendes, por exemplo). Sei hoje que me enganei redondamente.

Rangel tem demonstrado uma enorme combatividade, conhecimento dos temas, e um grande carácter pessoal. Tem denunciado o falhanço dos socialistas na aplicação dos fundos europeus, que poderiam servir de mais-valia num momento de grande dificuldade. Tem mostrado como essa incompetência é sinal de uma governação interna medíocre, que exige uma condenação severa nas urnas, mesmo sendo a eleição de 7 de Junho de cariz “externo”. Tem defendido o aprofundamento do projecto europeu, na sua componente institucional, mas também na sua dimensão propriamente política e social. Tem sublinhado que os esforços de regulação económica devem contudo salvaguardar o valor da iniciativa privada, e alertado para os perigos de uma excessiva “governamentalização” da sociedade, que prenuncia abusos contra os direitos individuais dos cidadãos. E tem, por fim, revelado qualidades morais e pessoais que valorizam o exercício da política e merecem um elogio rasgado, numa época onde a corrupção e a mediocridade são regra.


publicado por José Gomes André às 21:33
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7 comentários:
De Vasco Campilho a 13 de Maio de 2009 às 23:36
So editei o tipo de letra :)


De José Gomes André a 13 de Maio de 2009 às 23:38
Já estou a ser vítima de write-jacking!


De jonasnuts a 14 de Maio de 2009 às 00:19
Amanhã eu escondo a informação dos posts editados.

Por hoje, resolvi, entrando com o login do José Gomes André e republicando o post. Uma vez que o autor original republica o post, significa que concorda com a edição, pelo que desaparece a nota :)

(e também vou retirar aquelas letrinhas irritantes que têm de se preencher para comentar).


De Vasco Campilho a 14 de Maio de 2009 às 00:58
Tudo excelentes iniciativas...


De Jorge Assunção a 14 de Maio de 2009 às 09:07
Inicialmente também não me pareceu que Rangel fosse um bom candidato, mas confesso que se na altura tive dúvidas, neste momento estou completamente convencido sobre a mais valia que a sua escolha representa.

Um abraço e boa sorte a todos com o projecto (que excelente título para o blogue!).


De Francisco Belo a 14 de Maio de 2009 às 10:50
O Drº Paulo Rangel é prova de que é necessário e possível uma renovação na classe política. Tem mostrado um grande conhecimento dos temas, debatendo-os com uma enorme clarividência e assertividade.
Considero que o Drº Paulo Rangel (independentemente dos resultados nas eleições) é uma aposta ganha da Drª Manuela Ferreira Leite.


De Alexandre Sottomayor a 14 de Maio de 2009 às 16:17
Concordo, tem sido uma surpresa . Agradável para uns, pelo contrário para outros.
Até a sua imagem algo inestética se pode tornar agora uma vantagem, em razão da competência que tem mostrado. Dá-lhe uma imagem de "verdadeiro" e de rapaz aplicado.

Ouvi parte da entrevista no sábado de manhã, com o António Sala, na RR e gostei de mais uma coisa que o torna "verdadeiro" e diferente do que é costume dum político em campanha: não se preocupou em esconder facetas que reveladas ao público nunca se sabe se não poderão fazer perder alguns votos.
Uma delas é o facto de não se ter tornado lisboeta "desde pequenino" desde que lá vive por motivos políticos. Assumiu que há-de ter sempre alguma coisa de estrangeiro em Lisboa. Isto dito com naturalidade, como uma constatação, sem bairrismo parolo ou vontade de antagonizar. A outra, foi mostrar que é um democrata e alguém que preza a liberdade individual sem se preocupar em esconder que a família tinha simpatia pelo governo "Marcelista" e considerar que esperavam que redundaria na democracia plena. Num país em que se tem que fazer de conta que se acredita que viveríamos ainda em ditadura e com o povo a dividir 1 sardinha por 3 pessoas se não tem ocorrido o 25 de Abril, é preciso coragem!

Esta atitude não me pareceu deslize ou ingenuidade, antes a posição de alguém que dá a esses aspectos a sua real valia, que desmistifica as situações. É uma atitude que corta com tabus, que traz uma lufada de ar fresco, que nos desobriga de lugares comuns estafados e prejudiciais para o desenvolvimento do país e da democracia. Refiro-me aos dois aspectos, o estúpido antagonismo Lisboa-Porto e a democracia-revolucionária .


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