Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Para (não muito) mais tarde recordar

LC - Dias Loureiro devia sair do Conselho de Estado?

- Repito o que disse há vários meses. É uma decisão que cabe essencialmente ao próprio. Agora, em abstracto, acho que quando se ocupa um cargo e essa pessoa pode provocar algum embaraço, nomeadamente às pessoas que o nomearam, deve haver o desprendimento suficiente para a pessoa deixar as funções. É um sacrifício cívico exigível.

Paulo Rangel, em entrevista ao Correio da Manhã


publicado por João Villalobos às 17:55
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3 comentários:
De Anónimo a 27 de Maio de 2009 às 18:05
CLARO QUE SIM!
Teresa Loureiro


De J. Silva a 27 de Maio de 2009 às 22:33
BPN, 2 - Freeport, 0. Penalty de Dias Loureiro...depois do falhanço escandaloso do Lopes o da Mota!!!!


De Miguel Guerreiro a 28 de Maio de 2009 às 17:03
...olha a subtileza: Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Joaquim Coimbra e Cavaco Silva são os únicos 4 nomes... neste artigo....

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=370276

Fernando Sobral
O bando dos quatro
fsobral@negocios.pt

O BPN ficará para a história como o banco que apagou a nitidez das nossas certezas sobre a democracia portuguesa. Pouco sobra de um monte de verdades e de mentiras que se vão acumulando à espera da incineração total...

O BPN ficará para a história como o banco que apagou a nitidez das nossas certezas sobre a democracia portuguesa. Pouco sobra de um monte de verdades e de mentiras que se vão acumulando à espera da incineração total. O BPN tornou-se o Frankenstein da democracia. O que diz Oliveira e Costa e o que não dizem Dias Loureiro ou Joaquim Coimbra são o Jekyll e o Hyde desta alucinação. O BPN é a tatuagem do País pós-1974 e os seus actores são figuras parecidas com a criança adorável de "O Exorcista". Entre o bem e o mal deixou de existir uma fronteira neste país. Portugal não é um país normal. Mente-se e desmente-se. E o País, a começar pela justiça, fica parado, como se estivesse a ver uma telenovela. Como se o BPN fosse uma ficção muito bem contada. Não é. As declarações de Oliveira e Costa são apenas a ponta do icebergue, porque este, adivinha-se, é misterioso e sombrio como as profundezas do oceano. Oliveira e Costa não quer ser Calígula: assassinado, ninguém sabia quem lhe poderia suceder. E Cláudio foi escolhido porque a Guarda Pretoriana o encontrou atrás das cortinas. Aqui já não há cortinas. Dias Loureiro já não pode dizer que está atrás delas. Ou se demite de um cargo moral (Conselheiro de Estado) ou Cavaco Silva deve convidá-lo a partir, até porque nada mais pode fazer. Oliveira e Costa puxou da adaga e mostrou parte do que se esconde por detrás da cortina onde esteve o núcleo duro de Cavaco. A fragilidade do Presidente vem daí. Mas o BPN não é um "bando dos quatro". É a bandalheira da nossa democracia.

...e depois mais subtileza do que esta não há: "Sim, muita desta gente cresceu politicamente com Cavaco Silva, com quem esteve ligado até hoje (Coimbra é um dos seus empresários-modelo)..."

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=370260

Pedro Santos Guerreiro
A quadrilha
psg@negocios.pt

Depois do silêncio, a mentira. Os cegos, surdos e mudos do BPN passaram aos gritos: "Mentiroso!". Que temos nós com isso? Tudo. Depois do aumento de capital da Caixa de ontem, temos mais mil milhões de razões para...

Depois do silêncio, a mentira. Os cegos, surdos e mudos do BPN passaram aos gritos: "Mentiroso!". Que temos nós com isso? Tudo. Depois do aumento de capital da Caixa de ontem, temos mais mil milhões de razões para nos preocuparmos.

A audiência de Oliveira Costa no Parlamento serviu para implicar aqueles que o implicavam. Como um náufrago que se agarra ao pescoço do nadador, o ex-presidente do BPN usou linguagem simplória e citou situações mafiosas que envolvem Joaquim Coimbra, Joaquim Nunes, Almiro Silva e Manuel Dias Loureiro.

Apesar do patético ambiente amigalhaço com que os deputados terminaram a maratona de oito horas que haviam iniciado de semblante grave, a audiência teve novidades e vantagens. A novidade é que Oliveira Costa não se vai imolar e denunciará antigos compinchas às autoridades. A vantagem é que se diz "basta!" àquela espécie de monólogos "não sei", "não vi", "não pude" dos ex-gestores e accionistas do BPN.

O próprio Oliveira Costa entra no rol do "pobre coitado", quando diz que não tinha "password" do banco, que foi empurrado para ser centralizador, que agiu sob coacção. Foram meses e meses a ouvir disto naquela sala presidida por Maria de Belém, com o hilariante clímax do B.I. (Banco Insular) que Joaquim Coimbra ouvia do Conselho de Administração julgando ser o Bilhete de Identidade. Muitos poderiam ser os termos confundidos por Joaquim Coimbra. BI, de biltre, por exemplo. Oliveira Costa chamou-lhe "palermão". E depois, sobre o contrato do Siresp: "Coitado do Daniel Sanches. Assinou um papel. Estava tudo feito." É claro que estava tudo feito.


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