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Papa Myzena

Rangel, uma agradável surpresa

Maio 13, 2009

Quando foi anunciado o nome de Paulo Rangel como cabeça-de-lista do PSD às Europeias, franzi o sobrolho. Pareceu-me um erro de Manuela Ferreira Leite: escolher um candidato com um currículo político reduzido, desconhecido do grande público e com um mediatismo muito inferior a outros nomes (como Marques Mendes, por exemplo). Sei hoje que me enganei redondamente.

Rangel tem demonstrado uma enorme combatividade, conhecimento dos temas, e um grande carácter pessoal. Tem denunciado o falhanço dos socialistas na aplicação dos fundos europeus, que poderiam servir de mais-valia num momento de grande dificuldade. Tem mostrado como essa incompetência é sinal de uma governação interna medíocre, que exige uma condenação severa nas urnas, mesmo sendo a eleição de 7 de Junho de cariz “externo”. Tem defendido o aprofundamento do projecto europeu, na sua componente institucional, mas também na sua dimensão propriamente política e social. Tem sublinhado que os esforços de regulação económica devem contudo salvaguardar o valor da iniciativa privada, e alertado para os perigos de uma excessiva “governamentalização” da sociedade, que prenuncia abusos contra os direitos individuais dos cidadãos. E tem, por fim, revelado qualidades morais e pessoais que valorizam o exercício da política e merecem um elogio rasgado, numa época onde a corrupção e a mediocridade são regra.

Por que razão escrevo aqui

Maio 13, 2009

Os quatro anos desta governação de socialismo feirante deixaram-nos secos. Nunca ninguém imaginou tal ritmo: licenciaturas, licenciamentos, crianças arregimentadas, crianças não tão arregimentadas, poderes confusos, poderes ilegítimos, caricaturas de reformas, aberrações de políticas. De um golpe, assistimos a tentativas de assassínio dos fundamentos democráticos; de outro, percebemos que nada disso era deliberado, fruto só de uma imensa ignorância política e ideológica. Ficámos esgotados de tanto espectáculo, de tanto grito sobre progresso e outros vazios. Desligávamos a televisão, o rádio, só para não o ouvir. Mas isso não é grave. O pior é que em cada ano perdemos um pouco de futuro, um pouco do que podíamos ser.

 

Sou conservadora. Não tenho nenhuma receita, não tenho nenhuma proposta de mundo novo. Pelo contrário, fujo delas. Interessa-me, sim, o que vivemos hoje. E tenho uma responsabilidade para com as gerações futuras. Por isso digo, como no título do post com que abrimos este blogue, chega.

 

Elisa Ferreira, a candidata fantasma

Maio 13, 2009

Há coisas que não percebo. Elisa Ferreira tem demonstrado pouco respeito pelos eleitores. Do país e do Porto. Mas mesmo assim não se tem coibido de lançar críticas inusitadas a Paulo Rangel. Só assim se entende as suas declarações de ontem, onde acusou o cabeça de lista do PSD de ter uma "obsessão" por si, o que só pode derivar de "um grande nervosismo".

 

Em primeiro lugar urge esclarecer que Elisa Ferreira apenas tem sido tema de campanha devido às suas declarações muito pouco inteligentes. Uma candidata que referiu que apenas está nas listas do PS para "dar o nome", não pode esperar que os seus adversários "esqueçam" esta confissão. Especialmente quando estamos a falar da número 4 da lista do PS. E depois, se ela pensava que a sua dupla candidatura iria escapar do radar da opinião pública, é porque acredita mesmo que o PS é dono do país. Não só do dinheiro dos contribuintes, mas também do pensamento das pessoas.

 

O melhor que Elisa Ferreira tem a fazer é esconder-se até 7 de Junho, e depois sim, aparecer nas ruas do Porto. Até pode ser que os eleitores se esqueçam desta sua candidatura para "segurar" o lugar em Bruxelas. Mas dúvido que tal aconteça: os eleitores do Porto conhecem bem Rui Rio e o seu trabalho desenvolvido nos últimos 8 anos.

O QUE NÃO LHE FALTA

Maio 13, 2009

Rui Moreira no Público: «Não sei o que levou Manuel Pinho a falar de farinhas, nem se Rangel tem algum défice desse alimento. Deixando-nos de alegorias ou metáforas, o que sei é que não lhe falta, por contraste com quem o ofende, curriculum, determinação e massa cinzenta.»

Chega

Maio 13, 2009

Um dia teremos de mudar. De políticas, de forma de estar na política, de estratégias, de conceitos e de prioridades. Um dia teremos de concluir não ser com obras públicas faraónicas que se apoiam os mais desfavorecidos. Que não cabe ao Estado apoiar certas empresas, em detrimento das demais; alguns cidadãos, com prejuízo da maioria. Um dia seremos forçados a agir, para que o Estado não se transforme no nosso mestre, mas cumpra a função de ser o nosso servo.

Mudar de políticas, pois o Estado não pode gastar o que não tem. Mudar de políticas para que os portugueses recuperem o poder de decidir o seu futuro. Mudar de políticas, para que o Estado se concentre no essencial: Uma Justiça célere, capaz, digna, cumpridora e respeitada; uma legislação prudente, bem estruturada e mais preocupada em incentivar os cidadãos que em controlá-los. Mudar de políticas para que sejamos mais competitivos; mudar para que haja menos burocracia e mudar, essencialmente mudar, para que o Estado fique mais pequeno.

Mudar de pessoas. Sim, de pessoas. Portugal precisa de ter no poder alguém verdadeiro, real, que se inquiete com o que nos apoquenta, veja o que todos vemos: Que o país está pior que em 2005. Partilhe com os portugueses as suas ideias, compreenda as suas preocupações. Alguém que nos ouça. O país precisa de um Primeiro-Ministro, não de panfletos publicitários. 

Quanto mais cedo essa mudança chegar, melhor. Este blogue é constituído por inúmeras pessoas, algumas do PSD, outras nem por isso; alguns votantes habituais no PSD, outros nem por isso, mas todos com algo em comum: A convicção de que o país não aguenta mais 4 anos com um governo socialista. Que este ano de 2009 é a oportunidade de ouro para mudar e que é no PSD que essa possibilidade se encontra.   

O primeiro passo nesse sentido será dado com as eleições europeias. Com as vitórias do PSD, será possível mudar. Cabe-nos fazer a nossa parte para que a mensagem passe. E ela vai passar, não haja dúvidas disso.
 

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