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Papa Myzena

Last post of the day

Junho 08, 2009

Os últimos dias de campanha adquiriram um tom muito diferente para mim, por razões familiares, os seus momentos finais, as arruadas (a que não faltava) e a noite em S.Caetano, passaram-me ao lado.

 

Talvez por isso também olhei com algum pessimismo estes últimos momentos e foi com alguma surpresa que verifiquei que o PS teve menos quase 10% do que se previa, tendo o PSD mantido os valores mais optimistas que lhe atribuiam as sondagens.

 

Rangel mereceu esta vitória tão necessária para o PSD.

 

Será este um momento de viragem? Porque não?

 

Gostaria de pensar que nesse esforço o papamyzena teve um papel, ainda que pequeno, na obtenção desta vitória.

 

Foi uma honra ter escrito ao lado de tão ilustre companhia.

Obrigado.

 

A minha previsão para esta noite

Junho 07, 2009

O PSD afinal ficou na mesma, ganhou mas ficou na mesma, pelo que não ganhou porque ficou na mesma.

 

Os empates técnicos afinal sempre existem.

 

Vital afinal era fraquinhao, fraquinho...

 

A situação era muito complicada para o Governo, ai, ai, muito complicada.

 

A diana não-sei-das-quantas vai escrever 32 posts de 10 paragrafos sobre as flutuações económicas do mercado de acções no Burundi e como isso devia servir de lição aos torturadores insurgentes e ao PSD.

Uma campanha mais ou menos alegre

Junho 04, 2009

Há vidas complicadas e não menos que isso estava a vida desse homem, nem muito velho mas longe de ser novo, batido na política e no partido.

Agarrado aos joelhos, olhava para o ecrã do Magalhães que lhe ofereceram. Uma treta minúscula que mal ligara pela primeira vez lhe berrara que tinha pouca memória, parecia a gozar. No blogue onde postava anonimamente em favor dos chefes vai para uns tempos não sem algum sucesso mas sem o reconhecimento que claramente merecia, começara a escrever mais um post elogioso ao candidato, depois apagara a coisa, agora piscava o cursor.

- O candidato!  - Acendeu um cigarro – O candidato era uma desgraça! Se havia coisas que o irritavam era ninguém aprender com a história, ninguém que agora tivesse força pelo menos, os que sabiam dela há muito que se tinham afastado antes de o serem pela nova vaga de “valores” do partido, pfff. Os novos “valores” eram maus demais, desde ministros que abriram a boca para apoiar o candidato para apenas conseguir piorar as coisas e suscitar a fúria do Grande Chefe, até às sobras do Guterrismo que mostravam com empenho a sua irrelevância. E ele bem tentara avisar aquela gente que a escolha era tonta, já tinha passado por muito para se deslumbrar facilmente, mas a velha guarda a que ele um dia pertencera, assobiara para o ar, eles então é que não se meteriam nisto. E não se meteram, afinal a maioria deles passara boa parte da vida a combater o candidato e não sem terem criado uma profunda aversão ao dito.

O Grande Chefe era muito menos amado do que se supunha fora dali e se o poder era afrodisíaco então os velhotes eram eunucos. Como ele os percebia.

Agora os jornais não ajudavam, a televisão não ajudava, as rádios idem e na blogoesfera a coisa era parecida, sempre contra o poder vigente, dividia-se agora entre a extrema-esquerda e uma massa desorganizada de gente da direita.

Simpáticos ao partido só sobravam uns assessores solícitos e os idiotas úteis, mas nem esses sabiam fazer melhor que repetir os disparates do candidato com excepção de um ou outro que achavam por bem ter “ideias”. Só que ter “ideias” era pior ainda porque ideias daquelas só passavam à força de insultos e ameaças, era vê-los a invadir as caixas de comentários, escrever trinta posts por dia sobre o que escreveu fulano ou sicrana, num exercício que ficava algures entre a pura demagogia e o delírio psicótico, depois ainda lhe mandavam recadinhos todos solícitos e deferentes para mostrar o disparate do dia, melhor seria que o tivessem deixado em paz.

Ainda assim, no meio da lama que se foi atirando podia ser que a coisa resultasse, iam pagar um dia esta maneira de fazer política, disso não tinha dúvidas mas cada coisa a seu tempo. Talvez a abstenção lhes fosse favorável, talvez.

 

O homem olhou para o minúsculo ecrã e fechou o brinquedo com estrondo, respirou fundo e desejou que todos, o Chefe, os ministros, o candidato, os assessores e os idiotas úteis se fossem…lixar.

Quanto mais abstenção melhor!

Junho 02, 2009

Anda por aí uma nova vaga de neo-socialistas que embarcaram com o candidato Vital Moreira na mesma forma de olhar a realidade.

Refiro-me a alguns rapazes que fazem afirmações cheias de pontos de exclamação, que imaginam que assim está mais reforçada a ideia que se deve acreditar mesmo nas patacoadas que escrevem. Estes senhores confundem com afinco e demagogia primária, o homem com o partido, atribuindo ao militante ou simpatizante poderes de vinculação que só por ignorância ou desonestidade podem afirmar.

Claro que se para alguns destes patuscos uma montagem em que se chama “porcino” a Paulo Rangel é uma peça de enorme criatividade, que mais se poderia esperar?

Se é verdade que o candidato Vital se decidiu por uma estratégia óbvia de achincalhamento, é também verdade que Sócrates se mostra conivente com esta opção.

Parece então que enjoar de tal forma os portugueses para que se decidam pela abstenção no dia 7, é uma estratégia válida, há quem realmente ache que se emporcalhar tudo e todos, talvez o voto de protesto se transforme numa abstenção que quer distância desta campanha eleitoral.

Esta maneira de olhar a política, os eleitores e o país não tem nada de remotamente válido e merece que se responda com uma ida em peso às urnas.

Portanto, votem e levem a votar porque de outra forma é com esta maneira de olhar a vida com que nos teremos que conformar nos próximos tempos.

 

Vale (mesmo) tudo

Junho 01, 2009

O PS, pelo que se vai escutando e lendo, está-se nas tintas para isto e insiste em revelar uma total falta de escrúpulos na manipulação do "caso BPN" com o objectivo de manchar a actual liderança do PSD e de tentar prejudicar o partido laranja nas eleições para o Parlamento Europeu.

Vital Moreira foi o primeiro a mergulhar no lodaçal, seguiram-se os trauliteiros que estão sempre disponíveis para chegar a lama à ventoinha e agora chegou a vez de Ana Gomes. Não entendem que, ao introduzirem o tema na campanha e da forma demagógica e populista como o fazem, revelam mais sobre a sua hipocrisia e escassez de princípios do que sobre as entidades que querem atingir.

 

JCS, no Elevador da Bica

Tristes figuras

Junho 01, 2009

As últimas intervenções de Vital Moreira são perfeitamente justificáveis ao contrário do que se pode imaginar.

O Vital é, neste ponto mas não só, um verdadeiro português ou um português de gema. Daqueles que odeia que se diga mal, porque dizer mal de uma coisa, seja ela qual for e sobretudo ideias, é dizer mal da pessoa, não há diferença naquela cabeça. Se alguém diz mal do que Vital pensa, diz, propõe ou defende só pode fazer por inveja, ressentimento, etc… E ele exige que o acarinhem, não basta encolher os ombros ou apenas aturar-lhe disparates, ele exige que o aplaudam.

Note-se, não estou dizer que esta crítica ao candidato Vital Moreira, político, é indiferente ao Vital Moreira cidadão português, só me é indiferente a mim quem é o ilustre cidadão. Já para Vital Moreira e não só, a coisa é diversa. O candidato é o cidadão, se critico um é porque invejo os dois e como não poderia deixar de ser, falo em nome de um colectivo.

Senão vejamos, Vital acha que o BPN é uma roubalheira e é. Acha que andavam por lá umas figuras “gradas” do PSD e andavam. Até aqui tudo bem?

Para Vital Moreira não basta, mesmo pondo de parte que pelo BPN passarinharam muitas figuras “gradas” de outros partidos, o candidato acha que o PSD – como colectivo que não é ou foi – deve demarcar-se da “roubalheira”. Não ocorre a Vital Moreira que nem o PSD, nem o PS, ou outros partidos democráticos se revêem nesta ideia do colectivo tão ao gosto de outros tempos e imagino que Vital, porque nisto é de uma coerência a toda a prova, se achar que os casos que envolvem figuras “gratas” do PS são uma “roubalheira” exigirá ao PS que se demarque da mesma.

Vital Moreira nem sequer inova neste ponto, porque pede à liderança do PSD que se demarque como se o PSD fosse o PC, que não é, imaginando que o todo-poderoso Secretário-Geral Socialista e o actual PS são o que de mais parecido ele imaginou um dia para um PC democratizado. No fundo, Vital Moreira confunde tudo mas isso também não é novidade nenhuma. Só Sócrates é que não confunde porque, como se tem visto, nestas coisas não se mete porque – ao contrário do candidato Vital – tem quem por ele faça figuras tristes.

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