Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Papa Myzena

Mais exemplos de fora

Junho 04, 2009

(é a carta de demissão de James Purnell, que aqui dedico ao sr. Sócrates, esse reinventor do Partido Socialista)

 

Dear Gordon,

We both love the Labour party. I have worked for it for 20 years and you for far longer. We know we owe it everything and it owes us nothing.

I owe it to our party to say what I believe no matter how hard that may be. I now believe your continued leadership makes a Conservative victory more, not less likely.

That would be disastrous for our country. This moment calls for stronger regulation, an active state, better public services, an open democracy. It calls for a government that measures itself by how it treats the poorest in society. Those are our values, not David Cameron's.

We therefore owe it to our country to give it a real choice. We need to show that we are prepared to fight to be a credible government and have the courage to offer an alternative future.

I am therefore calling on you to stand aside to give our Party a fighting chance of winning. As such I am resigning from government.

The Party was here long before us, and we want it to be here long after we have gone. We must do the right thing by it.

I am not seeking the leadership, nor acting with anyone else. My actions are my own considered view, nothing more. If the consensus is that you should continue, then I will support the government loyally from the backbenches. But I do believe that this question now needs to be put.

Thank you for giving me the privilege of serving.

Yours,
James Purnell

O dinheiro que temos e não temos

Junho 03, 2009

O artigo de hoje do Público sobre o tipo de campanha nestas europeias (mais propriamente, o dinheiro gasto) é particularmente revelador. De um lado, temos um PS ostensivo, a esturrar o dinheiro que tem e o que não tem, à semelhança daquilo que faz com o país. Do outro, temos partidos, da esquerda à direita, com campanhas modestas, austeras, conscientes do tempo de crise em que vivemos. Ao contrário daquilo que o PS pensa, não há escolha sobre realidades. As coisas são o que são. Substituí-las por caravanas de automóveis topo de gama e autocarros azuis não altera nada, só aumenta ainda mais a carga a pagar no futuro.

Coisas de candidatos

Junho 03, 2009

Correia de Campos, um dos nomes da lista do PS, afirma que a sua prestação enquanto Ministro da Saúde começa agora a dar resultados. Estou completamente de acordo. O único problema é que, de uma reforma necessária e urgente, resvalou para uma loucura de poupança que destrói os serviços de qualidade formados em mais de vinte anos de investimento.

Um exemplo:

Manuel Antunes advertiu que "não cede" na decisão de se demitir de director da Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra se a administração persistir em mexer na sua equipa, reduzindo os seus horários, para contratar novos.

Socialismos de pacotilha

Junho 03, 2009

Vamos ser claros: não há nada que José Sócrates não tenha traído. Começou pelo rumo económico, com o afastamento de Campos e Cunha, quando se percebeu que afinal não havia nenhum plano de reconversão. Num momento em que o país até estava a recuperar do disparate despesista, a inépcia e o oportunismo falaram mais alto. Assim, e muito pelo contrário do que o ex-Ministro das Finanças pretendia, passou a haver uma navegação à vista, conforme os interesses num dado momento (vide nacionalização do BPN, o exemplo mais recente). O próprio plano tecnológico foi traído, ao se substituir uma reforma importante pela distribuição simplória de computadores.

Não há ideologia em José Sócrates. Imagino até que o Primeiro Ministro não saiba bem o que é esquerda ou direita. Na última versão, zapaterista, ser de esquerda é gritar contra o Iraque (e ninguém lhe diz, ó amigo, esse barco já zarpou há cinco anos!). Por todos os motivos, desde o tipo de políticas sociais aos padrões de excessos de autoridade e zelo controleiro, o PS clássico, dos seus pais fundadores, nos momentos em que não é filmado deve resguardar-se bastante deste líder oco e profundamente ignorante da história do partido. José Sócrates traiu todo o seu legado.

Em jeito de acrescento: eu preferia não ter de falar sobre José Sócrates neste momento eleitoral, mas acaba por ser inevitável. É a cara - e a voz - dele que vejo e oiço por todas as televisões, a tentar salvar o partido da pior escolha de cabeça-de-lista em muito, muito tempo. As europeias são também José Sócrates, e não fomos nós que assim escolhemos.

Hoje, no i

Maio 30, 2009

Merecem a abstenção que têm

Ana Margarida Craveiro



Primeiro facto: os eurodeputados tendem a alinhar-se mais por famílias políticas do que a navegar por linhas nacionais. No parlamento europeu, há política à moda antiga. Segundo facto: a abstenção nas eleições europeias seria menor se houvesse uma politização das eleições, com estratégias europeias a ir a votos. Sucede que o eleitorado não conhece essa politização, logo, não vota. Conhecer as várias Europas propostas é meio caminho para tornar a Europa uma disciplina de política interna - como ela é - e não uma matéria de relações internacionais – como ela já não é. Mas em Portugal nada mudou. De forma medíocre, esta campanha não passou as nossas fronteiras. A abstenção assim o atestará, de novo.
A pequena Europa do passado tinha vencedores consensuais. Hoje, a competição pelo poder é feita a 27, com maiorias de esquerda ou direita. Ou seja, existe uma verdadeira democracia na Europa. A nossa campanha desrespeitou essa democracia europeia com a politiquice portuguesa do costume.

Razões para votar PSD nestas eleições

Maio 27, 2009

 

Votar no PSD é reeleger Durão Barroso como Presidente da Comissão. A iniciativa Better Regulation é uma muito boa razão para o querer:

- menos custos para as empresas europeias (em particular, para PMEs);

- simplificação da legislação - mais legível, mais propensa à criatividade;

- redução da burocracia;

- maior cuidado nas políticas e seu alcance;

- reduzir o acquis communautaire de 80.000 páginas para pelo menos 50.000.

 

É também isto que está em causa nestas eleições: menos regulação, melhor regulação. São duas faces de uma mesma moeda. E a moeda foi cunhada por esta Comissão.

 

Também publicado aqui.

Mutatis mutandis

Maio 20, 2009

http://www.ionline.pt/external/videoPlayer.php?idAdjunto=5842

 

Michael Martin, agora ex-Porta-voz da Câmara dos Comuns, não tinha nada a ver com os escândalos de abuso dos restantes deputados. O seu erro "limitou-se" a não saber lidar com a questão, ao não defender com suficiente veemência a transparência, castigando rapidamente os infractores.Há aqui uma ideia muito simples. Os políticos não são homens comuns; os critérios de avaliação dos eleitos são mais exigentes que os dos eleitores.

Eu não defendo uma política da sinceridade. Aliás, tenho até um certo horror a entrevistas intimistas, que revelam as leituras quotidianas de elevação e algumas confissões envergonhadas, entre sorrisos, a bem da sinceridade. Não: o que está aqui em causa é uma política da decência, em que se assume a responsabilidade pelos erros cometidos. Mesmo quando estes se explicam por condições "humanas". Porque em última análise a impunidade põe em causa a confiança no regime, no seu todo. E isso não pode acontecer.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D