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Papa Myzena

Um retrato

Junho 08, 2009

 

 

Muitos leitores [do Portugal dos Pequeninos] "queixam-se" da foto acima. Todavia ela, melhor do que outra qualquer, representa a imensa variedade de papagaios, lambe-botas, cúmplices esperados e inesperados, bloggers, "jornalistas", "comentadores" e assim sucessivamente que têm passado os últimos anos a apascentar e a acarinhar o absurdo regime absolutista de Sócrates. É evidente que o admirável líder ainda não deixou de ser admirável como a sua fenomenal máquina de propaganda se encarregará de demonstrar. A gente retratada na foto também. Dito isto, todas as esquerdas, à parte da não esquerda representada por Sócrates, cresceram. Até para a abstenção. E ao contrário do que a D. Teresa de Sousa, uma excelentíssima epígona disto tudo, insinua no Público, a Europa não perdeu com a vitória generalizada da Direita. A democracia é mesmo assim. Ninguém é obrigado a votar mas aqueles que votam, nem que sejam dois em três, ganham. Ou a D. Teresa e respectivos acólitos só apreciam a democracia quando lhes dá jeito ? O resto vem na foto.

O óbvio e o obtuso

Junho 02, 2009

Constança Cunha e Sá, tal como eu, preferia que o cabeça de lista do PSD às "europeias" fosse o dr. Marques Mendes. Sucede que esse "cenário" está, há semanas e semanas, ultrapassado. Por isso, o seu artigo no Correio da Manhã, apesar de ser um belo serviço à amizade, é um excelente frete ao admirável líder e ao seu medíocre candidato Vital Moreira. A uns escassos dias do acto eleitoral - e não é preciso ler o Sun Tzu para atingir o óbvio - a "escolha" é muito simples e quase primária. Votar em Vital Moreira e na sua corte de bonzos é sufragar quatro anos disto. Votar no Paulo Rangel é andar para a frente, mesmo com todo o cortejo de "europeísmo" que o acompanha. O resto é paisagem. Como o artigo infeliz da Constança.
 

 

Adenda: Em compensação, a Helena Matos discorre bem sobre o óbvio. À chinela e ao mau-gosto não se responde com chinela e com mau-gosto. O admirável líder, aliás, no Parlamento não tem feito outra coisa senão tentar" trazer" o "dossiê flamingo" à liça para poder acusar a oposição de má-fé. Nunca se deve dar corda a criaturas como esta, nascida em Vilar de Maçada e emprestado de "beirão". Nunca.

Ana Gomes, a supra MRPP

Junho 01, 2009

Em 1980, provavelmente quando a dra. Ana Gomes ainda andava a lamber feridas do MRPP, o dr. Sá Carneiro foi insultado nas paredes com uma frase que ainda subsiste aqui ou ali: "Carneiro, paga o que deves.". A dra. Gomes - secundando o seu cabeça Vital que lá sabe por que é que Marinha Grande nunca o desapontou - quer, à boa maneira do bom MR dos idos de 70, obrigar a presidente do PSD a "demarcar-se" do BPN como se Ferreira Leite (ou o PSD, qua tale) tivesse alguma coisa a ver com o BPN. A má-fé malcriada da dra. Gomes está ao nível dos que insultaram Sá Carneiro na rua com os resultados que se conhecem. Ele repetiu e aumentou a maioria da AD. Isto significa que a dra. Gomes não só não "cresceu" politicamente nestes quase trinta anos como ainda diminuiu enquanto pessoa.

Deus lhes pague

Junho 01, 2009

Vítor Constâncio - convém não esquecê-lo - também faz parte da luzidia "família Adams". Como escreve Manuel António Pina, «segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil). É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS? Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado. Deus lhes pague.» Não admira que o admirável líder apelide tudo o que não mexe na área de influência do seu partido albanês como "retrógado" e fale em falta de "ideias", logo ele que é a espessura intelectual em pessoa. Ou quando o candidato Vital, essa tragédia ambulante, compara o PSD a um "PC de direita" o que lhe deve valer muitos votinhos do "centro" e à "esquerda". É mesmo como escreve M. A. Pina. Deus lhes pague que eu não tenho troco.

«Um discurso Vital»

Maio 30, 2009

«Tem graça ouvir Vital Moreira no Fórum TSF. Três notas rápidas:
- Justiça: A sua indignação cívica e violência acusatória sobre o caso BPN, aplicada ao Caso Freeport, daria pedido de demissão de Sócrates. O calor da campanha fez Vital abdicar da presunção de inocência!
- O que se está a escolher: Vital reafirma que só se está a escolher três partidos (sob o argumento que PSD/CDS e PCP/BE estão nos mesmos grupos europeus), ou seja, quem vota no PS está a votar na amálgama política que são os Socialistas Europeus.
- O argumento de classe: Vital declara que vai perder rendimentos como eurodeputado.»

 

Tiago Mota Saraiva, 5 dias

Irrecomendáveis

Maio 29, 2009

Lello - sempre essa patética figura que passou de "gamista" entusiasmado a "socrático" primitivo - atacou a sua camarada Maria de Belém por esta ter criticado isto, salientando, enquanto sua presidente, o papel positivo do PSD na comissão de inquérito sobre a "roubalheira". Sucede que foi o partido dele e do candidato Vital quem nacionalizou a "roubalheira", ou seja, quem colocou os contribuintes a subsidiar uma trapalhada privada, de cariz policial, cujos contornos totais ainda estão por apurar. Lello é uma espécie de Ana Gomes de fato e gravata. Ambos irrecomendáveis.

De Vital a Cordeiro, de Cordeiro a Vital

Maio 28, 2009

«Quando se trata de prevaricações, prefiro caçar o prevaricador e não atirar sobre o polícia, disse Vital Moreira no âmbito da campanha para o Parlamento Europeu, referindo-se ao caso BPN e, supõe-se, a Vítor Constâncio. E, por falar em campanha para o Parlamento Europeu, fiquei hoje a saber [se calhar já toda a gente sabia...], ao tropeçar num cartaz de rua da Juventude Socialista, que a JS é pelo "direito ao TGV" [!!!]. Acabo de encontrar a justificação online: «Quanto ao TGV, esta é uma proposta que a JS defende activamente sem qualquer lugar para dúvidas. É um direito da juventude, porque seremos nós quem mais tirará proveito com a alta velocidade. »Li e fiquei de rastos (e não, não são as preposições que me matam...)!

É que uma pessoa põe-se a pensar no InterRail com paragem em todas as estações e apeadeiros e (descontado o pivete das peúgas e a falta de desodorizante dos compagnons de route) não só leva com "o tempo, esse grande escultor" como ainda leva com o jovem Duarte Cordeiro
 

 

In Meditação na Pastelaria

As "europeias dos pequeninos" e uma viagem a Bruxelas

Maio 23, 2009

Começa hoje, na mais plácida indiferença, a campanha para as "europeias" de 7 de Junho. A única novidade da dita chama-se Paulo Rangel. O resto - que é muito - não interessa ou é ranço. O tandem Vital/Sócrates estreia-se com uma exibição provinciana à altura das personagens. O admirável líder vai ou foi a Espanha abrilhantar uma sessão dessa luminária da esquerda moderna que é o sr. Zapatero e, depois, o sr. Zapatero vai até Coimbra (um "modelo" de modernidade e de progresso) abrilhantar a festa do PS. A D. Ilda, do PC, anda há anos nisto e pura e simplesmente não se pode ouvir. Miguel Portas é um duplo de Louçã - que não dispensa a sua presença nos cartazes à boa maneira da "escola" onde se formou - destinado a retirar (muito apropriadamente) votos ao PS. E Nuno Melo tem de aguentar com a sombra tutelar do Paulo das feiras e dos centros comerciais que não o vai largar a fim de evitar o inevitável: a concentração de votos úteis (nunca o termo foi tão adequado) da não esquerda e do centro-direita em Rangel. Bom dia e boa sorte.

Adenda: Estava isto escrito quando li, em papel, o artigo de José Pacheco Pereira no Público. Não o vou reproduzir na íntegra mas, uma vez que eu fazia parte do «numeroso grupo de autores de blogues [que] foi convidado a ir ao Parlamento Europeu a expensas de deputados (mais do que um) no fim do mandato», apenas duas ou três notas. "Os deputados" às«expensas» dos quais fui a Bruxelas chama-se Carlos Coelho e é o segundo nome da lista de Paulo Rangel em que, presumo, o JPP vai votar se cá estiver no dia 7. Como o JPP foi deputado europeu, imagino que, melhor do que o «numeroso grupo de autores de blogues», sabe como é que, em termos de pura intendência, isso funciona. Depois, essa viagem não alterou um milímetro daquilo que eu penso acerca da Europa, das suas instituições, do seu funcionamento e do "alargamento" o que, uma vez que o JPP comete a gentileza de me ler com frequência, está abundantemente testemunhado por aqui. Mais. Estou bem mais próximo das posições dele - JPP - do que da "língua de pau" consensual sobre a Europa como tive ocasião de afirmar de viva voz, numa noite destas, a Paulo Rangel no Café Nicola. De resto, é como o JPP escreve: «Falta por isso debate e muito. Debate interno, interior, dentro das baias da aceitação do "europeísmo" dominante, pouco me interessa. Debate que tenha a coragem de vir de fora, que diga as verdades que precisam de ser ditas sobre uma Europa que caminha a passos largos para destruir o adquirido comunitário a favor de uma realidade meramente geopolítica sem cabeça para um tronco grande de mais, isso é bem-vindo e faz falta.»

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