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Papa Myzena

Missão Cumprida III

Junho 09, 2009

As reacções à criação deste blogue fizeram-me pensar, por alguns momentos, que havia integrado uma organização criminosa. Falaram-se de "amplos recursos", "propósitos subversivos" e coisas que tais. Muitas pessoas não perceberam - ou não quiseram perceber - que fomos movidos pelo interesse no debate de ideias, e pelo desejo em promover uma nova orientação política para Portugal. Os resultados deste Domingo mostraram que, afinal, não só não estávamos sozinhos, como a maioria do povo português partilhava da nossa convicção. Valeu a pena fazer parte deste esforço comum. Obrigado aos meus companheiros de blogue, aos nossos leitores e a todos os que por aqui passaram.

Um pouco mais de dignidade, s.f.f.

Junho 01, 2009

Aparentemente passou despercebido, mas um post de Vital Moreira, escrito no sábado, mostra como o candidato socialista já passou os limites da mera "insinuação política" para mergulhar na mais rasteira calúnia. Falando da "gravidade estrema" (sic) do "caso BPN", Vital Moreira afirma - preto no branco - tratar-se "do banco do PSD". Já lhe conhecia há muito as incoerências políticas, mas não esperava vir a confrontar-me com esta incrível falta de carácter. O candidato socialista sabe que isto é falso, mas insiste. Não sei se Vital obterá uma vitória política, mas definitivamente já garantiu uma colossal derrota moral.

"Fraquíssimo desempenho de Vital Moreira"

Maio 22, 2009

Leiam este texto de Pedro Correia, sobre o frente-a-frente de ontem, entre Paulo Rangel e Vital Moreira, onde se enfatiza o "fraquíssimo desempenho" do candidato socialista. Destaco este trecho: "Vital foi desastroso ao equiparar o Portugal de Sócrates e da crise ao País das Maravilhas [...]. Paulo Rangel nem precisou de se esforçar para ganhar o debate. E chegou até a parecer genuinamente admirado com o fervor propagandístico do seu antagonista, demasiado fácil de desmontar: o excesso de fé cega muitos iluminados".

O vendedor de ilusões

Maio 19, 2009

Antológico o artigo de Vital Moreira no "Público" de hoje: um magnífico exemplo de propaganda socialista, onde se apresentam puras ficções como factos consumados, se utilizam conceitos arbitrários para desvalorizar os adversários e se procura convencer o eleitorado de conquistas que a realidade insiste em negar.

Vejam-se três casos concretos. Na enumeração dos êxitos deste Governo, Vital Moreira fala da "reabilitação da escola pública", uma referência que só podemos entender como um verdadeiro momento de humor. Qual reabilitação? Uma escola onde os valores da aprendizagem e do esforço são desconsiderados, onde os professores são vilipendiados e desautorizados? Uma escola onde os resultados são falseados e artificialmente inflaccionados? Ou uma escola que trata os seus docentes como débeis mentais?

Vital Moreira elogia ainda a forma como o PS terá promovido os direitos dos homossexuais, esquecendo-se de que foi o grupo parlamentar socialista o principal opositor à discussão desses mesmos direitos - isto enquanto Sócrates promovia uma agenda contrária no CCB. Noutros tempos, tal episódio seria descrito como uma "trapalhada", mas hoje passa como exemplo de pluralidade.

Por fim, Vital Moreira, num delírio linguístico que o aproxima aliás de Ilda Figueiredo e do BE, regressa à ladaínha do discurso contra o "neoliberalismo", que a seu ver é a matriz do PSD. Não apenas continuo a tentar descobrir o que é essa coisa do "neoliberalismo", que todos odeiam mas ninguém descreve convenientemente, como o programa político do PSD não tem quaisquer referências a essa alegada corrente.  

 

Numa coisa Vital Moreira tem razão: "Portugal precisa de alternativas políticas claras e consistentes e responsabilidade política". Necessidades que por sua vez não dispensam um discurso verdadeiro e sincero sobre as condições reais em que nos encontramos - algo a que Sócrates e os seus lacaios são definitivamente pouco dados.

Rangel, uma agradável surpresa

Maio 13, 2009

Quando foi anunciado o nome de Paulo Rangel como cabeça-de-lista do PSD às Europeias, franzi o sobrolho. Pareceu-me um erro de Manuela Ferreira Leite: escolher um candidato com um currículo político reduzido, desconhecido do grande público e com um mediatismo muito inferior a outros nomes (como Marques Mendes, por exemplo). Sei hoje que me enganei redondamente.

Rangel tem demonstrado uma enorme combatividade, conhecimento dos temas, e um grande carácter pessoal. Tem denunciado o falhanço dos socialistas na aplicação dos fundos europeus, que poderiam servir de mais-valia num momento de grande dificuldade. Tem mostrado como essa incompetência é sinal de uma governação interna medíocre, que exige uma condenação severa nas urnas, mesmo sendo a eleição de 7 de Junho de cariz “externo”. Tem defendido o aprofundamento do projecto europeu, na sua componente institucional, mas também na sua dimensão propriamente política e social. Tem sublinhado que os esforços de regulação económica devem contudo salvaguardar o valor da iniciativa privada, e alertado para os perigos de uma excessiva “governamentalização” da sociedade, que prenuncia abusos contra os direitos individuais dos cidadãos. E tem, por fim, revelado qualidades morais e pessoais que valorizam o exercício da política e merecem um elogio rasgado, numa época onde a corrupção e a mediocridade são regra.

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