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Papa Myzena

Perdedores

Junho 07, 2009

1. O PS, Sócrates e Vital e as candidatas-fantasma . E que gozo que isso dá! (Não se esqueçam, eu faço parte do infame grupo que, com "amplos recursos" segundo os senhores do PS, tudo faziam, e nenhum objectivo tinham além desse, para atacar o PS e O grande líder Sócrates, enquanto, presume-se, espumávamos pela boca de tanto ódio visceral). Sócrares merece perder porque falhou em tudo como PM: nas reformas anunciadas e não concretizadas, na roubalheira legal que efectivamente foi a suposta 'consolidação orçamental' (mais impostos, para mais receita, para mais despesa pública), na incompetência que manteve no governo, na falta de educação com que sempre tratou a oposição no parlamento e fora dele, na tentativa pouco discreta de controlar a comunicação social, na política carroceira que promoveu, nos casos peculiares em que o seu passado esteve envolvido, na sua obsessão por obras públicas faraónicas e ruinosas para compensar falta de ideias alternativas, enfim, fico-me por aqui para não ser muito fastidiosa, que as falhas de Sócrates são incontáveis. Vital, um candidato lastimável durante a campanha e que nem teve o savoir-faire de cumprimentar pessoalmente o vencedor, que tentou a rasteira e abjecta associação de possíveis crimes num banco (nacionalizado à pressa pelo PS) a todo um partido político. Sobretudo, mereceu perder porque não teve nível como candidato de um partido como o PS (se bem que, sintomaticamente, o PS não se tenha revelado incomodado). Já o par maravilha das candidatas fantasma, respirem de alívio, já garantiram lugar e ordenado, que, não duvidem, são os que vão auferir e ocupar durante anos.

 

 

Adenda: a bem da pacificação do Papa Myzena, este post foi alterado.

Vencedores

Junho 07, 2009

1. O PSD, pelas razões óbvias (lamenta-se que o BE não entenda que um partido que teve o triplo dos votos que 'a esquerda multicolor' seja mais vencedor que o BE, mas também não se espera lógica nem capacidade para encarar factos de cabecinhas bloquistas), Paulo Rangel e Manuela Ferreira Leite. Mais virá sobre isto.

 

2. O CDS, que manteve os dois eurodeputados, depois de lhes terem vaticinado a extinção.

 

3. O BE, o que é muito preocupante. Um resultado destes para um partido como o BE é dramático. E o maior perigo é que, apesar da baba que os jornalistas vertem quando referem ou assistem o BE, a maioria da população entra em pânico se pensar que o Bloco pode ter qualquer pingo de influência num futuro governo. Não estou convencida que este resultado do BE não assuste muitos eleitores e os faça votarem no PS nas legislativas para nos livrarem deste real perigo bloquista.

Notas sobre o que ouvi agora na SIC

Junho 07, 2009

1. O que lá faz Ricardo Araújo Pereira?

2. A Sic, que errou em todas as sondagens para estas eleições europeias (tal como quase todos os outros excepto o barómetro da Marktest) apresentou agora uma sondagem para as legislativas! Mais: realizada na semana passada. Como António Barreto acabou de dizer (e foi o primeiro, o que quer dizer que algo estranho deve correr no ar do estúdio da SIC) é uma sondagem desactualizada e inútil.

3. Ricardo Costa, sempre pronto para o disparate, falou das políticas de investimento público do PS que "as pessoas não compreendem". Lamento que seja o Ricardo Costa a não entender: as pessoas compreendem perfeitamente; o que se passa é que não concordam com estes investimentos. O mesmo é dizer que não estão dispostos a pagá-los durante décadas.

Novidades(?)

Junho 07, 2009

A Isabel Goulão, o RAF, o Paulo Marcelo e eu estamos na sede nacional do PSD. Mas V. Exas, excepto uns conhecimentos antes da hora sobre os resultados das sondagens, devem saber mais do que nós. Em todo o caso, o ambiente é alegre e as empadas são boas. E, sobretudo, é um resultado inteiramente merecido para o candidato-roubalheira-imposto-europeu e para o nosso sofrível PM.

Antes da meia-noite

Junho 05, 2009

Depois de uma passagem pelo mercado da Ribeira em Lisboa e de ver as notícias do comício do PS (o que passou pela cabeça para lá colocarem Soares?! Ainda não se esqueceram das presidenciais?) não posso deixar de pensar que de um lado está apenas a forma - PS - e do outro lado está toda a substância - PSD. De um lado está o despesismo imoral e amoral numa época de crise - PS - e de outro a sobriedade de quem respeita os números crescentes do desemprego e aqueles 'novos pobres' que por agora tanto pedem ajuda às instituições de solidariedade social - PSD. De um lado estão os chavões vazios, inúteis, maniqueístas - PS - e de outro o realismo de quem percebe que a solução do país não passa pelos quadros electrónicos, pelos Magalhães ou pelos computadores na Assembleia da República - PSD. De um lado um candidato anacrónico, rezingão, inconsistente, rasteiro - PS - e de outro um candidato de uma nova geração política, com carreira política muito bem sucedida mas vindo da tal 'sociedade civil', sem o lastro dos aparelhos partidários - PSD. De um lado os delírios faraónicos de quem nada tem a oferecer aos eleitores além de obras públicas que não servem para mais do que encher o olho e de que o pais não necessita realmente - PS - e do outro o realismo de quem não quer hipotecar gerações futuras, de quem não pretende permitir negociatas perdulárias à beira de eleições - PSD.

 

A escolha parece-me tão evidente.

Breve balanço

Junho 05, 2009

Valeu a pena este blogue. Não só pelo contributo, mesmo que no nicho blogosférico, que nos permitiu dar, mas também pelas águas que agitou. Foi enternecedor o afã de tantos comentadores que fizeram questão de desdizer tudo o que escrevemos e revelar a sua incomensurável fé no grande líder José Sócrates. As acusações de 'apenas querermos, a todo o custo, atacar o PS' (coisa que não se faz em democracia, não se deixem enganar) de tantos quadrantes foram particularmente gratificantes por darem a perceber as mentes formatadas do 'outro lado'. Eu, pela minha parte, agradeço a atenção. Encontramo-nos no Domingo (após mais um pequeno interlúdio).

So far

Junho 05, 2009

Uma coisa é certa: ninguém há um mês e meio esperava que o PSD estivesse a discutir a vitória destas eleições taco a taco com o PS. Não esqueçamos o incidente que deu nome a este blogue, em que o sempre elegante Manuel Pinho apontou uma suposta necessidade de papa maisena em Paulo Rangel, falando de forma paternalista e trocista do cabeça de lista do PSD. Esta noite, e nas anteriores, todos os comentários iam no sentido de atribuir o sucesso da campanha a Paulo Rangel (também para menorizarem Manuela Ferreira Leite, já que perceberam finalmente que a senhora pode ser avó mas está longe de ser ingénua ou politicamente ineficaz). E este resultado imprevisto revela que os eleitores estão somente à espera que o PSD se organize para enviarem os socialistas para reciclagem. E, convenhamos, dados os últimos anos em convulsões permanentes e em mudanças de líderes, com até há bem pouco (ontem) farpas provenientes de quem está apostado em recolher destroços do PSD depois das legislativas, Manuela Ferreira Leite conseguiu um resultado surpreendente: em apenas um ano, com oposição sonora interna, pegando num partido em cacos, com uma comunicação social hostil, está a disputar vitórias eleitorais. Não é por acaso e não é por sorte. É por mérito. De Manuela Ferreira Leite. E, claro, falta de mérito. De José Sócrates.

Caro Sócrates: não é assim tão importante

Junho 04, 2009

A gente já sabe que o nosso estimadíssimo líder José Sócrates tem um ego muito grande, não vislumbra nada para lá do seu umbigo e possui um cérebro algo formatado (de resto tal como os outros intervenientes do PS desta lamentável campanha), qual Salazar, que considera que quem não está por ele está contra ele. Também se percebeu, por várias críticas feitas a este blogue por socialistas pequenos e grandes, que a crítica a José Sócrates e ao PS e às políticas deste áureo governo eram vistas com estupefacção e como se de crimes de lesa-pátria se tratassem; quem critica Sócrates/PS/governo só pode estar mal intencionado, é bota-abaixista, quer aumentar o desemprego, tirar a comida às criancinhas e por aí adiante. Em resumo: não se faz criticar Sócrates.

 

Hoje, no seu estilo truculento costumeiro, lá veio Sócrates afirmar que a oposição quer «"destruir tudo o que podem" e "falar mal de tudo o que podem", tendo como único ponto da agenda o ataque ao PS.»
 

Caro Senhor Sócrates: não se dê importância que não tem. É simplesmente um erro de casting governativo que por circunstâncias diversas e que nada devem à sua escassa competência chegou a PM. Ninguém lhe liga nenhuma. O que a oposição - e muito bem - critica é aquilo que V. Exa. representa: a política medíocre e rasteira, a carreira política conseguida por esquemas que nunca ficam totalmente esclarecidos, o aumento de impostos que serviu para pagar a clientelas mas não para melhorar os serviços públicos, o vazio de ideias que se concretiza em meia dúzia de projectos faraónicos com contas mal-feitas que esgotarão a utilidade no momento em que as obras terminarem. E criticar tudo isto é imperativo de consciência.

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