Diferenças essenciais!...
Junho 03, 2009
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Junho 03, 2009
Maio 30, 2009
Vital quer o imposto europeu. A camarada Elisa Ferreira opõe-se. Sócrates também não quer. O Partido Socialista concorda com Sócrates. Mas Vital insiste.
Vital diz que não vota a reeleição de Durão. Sócrates diz que vota a reeleição de Durão. Os Deputados do Partido Socialista, menos Vital, votam a reeleição de Durão.
Vital critica o PSD no caso BPN. A camarada Maria de Belém, também falando para ele, diz não se rever na linguagem.
No calor dos comícios, Vital ergue o punho esquerdo. No calor dos comícios, Sócrates ergue o punho direito. E o Partido Socialista aqui também alinha no direito!...
O cabeça de lista vai gritando palavras de ordem à frente do pelotão que julga comandar. Mas o pelotão há muito que o deixou a falar sozinho!...
Maio 28, 2009
Vital Moreira anunciou que iria propor um novo imposto, o imposto europeu, deixando os pormenores da sua caracterização para mais tarde. Fê-lo de modo que toda a gente entendesse que era uma iniciativa própria, que valorizava o candidato e a candidatura.
Perante a reacção que se levantou, Vital vem agora dizer que se trata de uma velha ideia, a que até já tinham anuído o Partido Popular Europeu e o Partido Socialista Europeu.
Vital não sai direito da embrulhada em que se meteu.
Ou foi sincero, mas mostrou forte ignorância do que se passava na Europa em matéria tão sensível e tão amplamente anunciada tempos atrás, e o PS teve que lhe lançar um pára-quedas, ou pretendeu enganar os eleitores, tomando como sua uma iniciativa alheia e praticou plágio.
Não sei qual a alternativa pior!...
Isto já nem referindo a insensatez de querer mais um imposto. E o logro de que não aumenta a carga fiscal!...
Maio 27, 2009
Vital Moreira advogou mais um imposto, agora europeu.
Anunciou o facto, por desfastio e para preencher agenda: criar impostos é a coisa mais natural para um socialista que se preze. E Vital preza-se.
E como tanto se preza a si próprio como despreza os eleitores, os pormenores só quando for eleito.
Eu sabia que a sanidade do país já não ia bem, a avaliar como pacificamente aceita que todos os dias apareça um sem número de comentadores a justificar que os impostos não podem baixar.
Verifiquei agora que Vital está bem pior que o país, pois quer obrigar o pessoal ao ónus de o eleger primeiro, para poder ter o supremo gozo de poder pagar mais um imposto!...
Maio 22, 2009
Desde há muito que o Governo e Sócrates vêm insistindo que o investimento público tem sido a prioridade para dinamizar a economia e para contrariar o aumento galopante do desemprego.
Independentemente de concordar ou discordar, fui ver e, embora já desconfiasse, consegui ficar espantado com o que vi. Não há ponta de verdade no que diz o Governo, já que a despesa de capital da Administração Central e da Segurança Social, isto é, o investimento da responsabilidade governamental, tem vindo a diminuir ano após ano.
De acordo com a Conta Geral do Estado de 2007, em 2005, foram investidos 4,54 mil milhões de euros; em 2006, o valor investido foi menor, 4,16 mil milhões de euros, e em 2007, o valor foi ainda mais baixo, 4, 07 mil milhões de euros.
Maio 21, 2009
Maio 20, 2009
Em 2005, os Impostos aumentaram 3,4 mil milhões de euros, para financiar o aumento da despesa corrente de 4,1 mil milhões de euros.
Em 2006, aumentaram o mesmo valor, para financiar o aumento da despesa corrente de 2,1 mil milhões de euros.
Em 2007, aumentaram 4,1 mil milhões de euros, para financiar o aumento da despesa corrente de 2,4 mil milhões de euros.
Em 2008, aumentaram 2,0 mil milhões de euros, para financiar o aumento da despesa de 3,8 mil milhões de euros. Em 2009, era previsto que os Impostos aumentassem 3,0 mil milhões de euros, para fazer face ao aumento da despesa corrente de 4,1 mil milhões de euros.
Em termos de PIB, os impostos, mesmo excluindo as contribuições para a segurança social foram abocanhando uma parcela cada vez maior: de 22,7%, em 2004, passaram a 23,5% em 2005, a 24,2%, em 2006, a 24,8%, em 2007 e 2008 e a um montante que ultrapassará largamente os 25% em 2009. Caso tivessem, excluindo a Segurança Social, crescido apenas ao ritmo da taxa da inflação, o valor arrecadado seria inferior em mais de 6 mil milhões de euros. Seis mil milhões que aguentariam a economia a um nível mais elevado e mais defendida da crise. Crise para a qual muito contribuíram as engenharias keynesianistas de que este Governo usa e abusa. E não falo em políticas keynesianas, porque, chamar-lhe isso, faria Keynes revolver-se na tumba. Keynes nunca as preconizaria neste momento, face ao nível da despesa pública, ao endividamento do Estado, à necessidade de investimento privado e às dificuldades de financiamento da economia. A política de drenagem crescente de meios da economia para alimentar o monstro das finanças públicas é, de há anos, uma das mais importantes causas da nossa divergência face à Europa. O governo é responsável e merece ser castigado nas próximas eleições. Mesmo sendo as Europeias.
Maio 18, 2009
José Sócrates e o Ministro das Finanças vêm repetindo todos os dias que a Despesa Pública está controlada. E que os impostos não têm aumentado. Não é verdade, nem quanto à Despesa, nem quanto aos Impostos.
Segundo dados constantes do Relatório referente ao Orçamento de Estado, de 2005 a2008, a Despesa Corrente aumentou 12,3 mil milhões de euros.
No mesmo período, os Impostos aumentaram 12,8 mil milhões de euros.
Tanto o acréscimo da Despesa como dos Impostos foi um acréscimo real, todos os anos superior ao valor da inflação.
Em termos de PIB, a despesa corrente significava 42% do PIB em 2004 e passou a representar 43,2% em 2008.
Também em termos de PIB, os Impostos directos e indirectos significavam 22,7% do PIB em 2004 e passaram a representar 24,8%, em 2008.
O aumento dos impostos, com impacto altamente negativo na actividade económica, serviu apenas como almofada para o aumento da despesa.
Esta é a realidade, embora o Governo e muitos comentadores, economista e pensadores encartados continuem a dizer, nos jornais, rádios e televisões que os impostos baixaram e a despesa pública também.
São estas duas pesadas herança, a da má realidade e a da propaganda enganosa, com que temos que nos haver.
Maio 17, 2009
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