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Papa Myzena

Diferenças essenciais!...

Junho 03, 2009

 

Vital Moreira tenta, por todos os meios, associar o PSD à “roubalheira” do BPN, como ele diz. E pede responsabilidades ao PSD. Mas não o ouvi invocar o caso Freeport, para pedir responsabilidades ao PS.
Não foi o PSD que geriu o BPN, nem foi o PS que se meteu na embrulhada do Freeport. Num caso e noutro, a responsabilidade é individual, não é colectiva, não é do Partido. E nenhum dos Candidatos teve algo a ver com o BPN ou com o Freeport. A matéria em causa, para pessoas limpas e de bem, nunca seria assunto de campanha. 
Vital Moreira, como professor de Direito, devia sabê-lo bem. E agir em conformidade. Mas, ao contrário, deu guarida àquela  ignominiosa atitude inquisitorial de achar que é criminoso quem se cruza com criminosos na rua. É esse espírito que o leva a esquecer princípios básicos de direito que, como cidadão formado, professor e candidato a deputado muito devia prezar.
Forma desprezível, esta, de fazer política.
Que bem contrasta com a do PSD, que não faz do Freeport um motivo de campanha.
Há diferenças essenciais!...  

Na rua do Fala-Só!...

Maio 30, 2009

Vital quer o imposto europeu. A camarada Elisa Ferreira opõe-se. Sócrates também não quer. O Partido Socialista concorda com Sócrates. Mas Vital insiste. 

Vital diz que não vota a reeleição de Durão. Sócrates diz que  vota a reeleição de Durão. Os Deputados do Partido Socialista, menos Vital, votam a reeleição de Durão.

Vital critica o PSD no caso BPN. A camarada Maria de Belém, também falando para ele, diz não se rever na linguagem. 

No calor dos comícios, Vital ergue o punho esquerdo. No calor dos comícios, Sócrates ergue o punho direito. E o Partido Socialista aqui também alinha no direito!...

O cabeça de lista vai gritando palavras de ordem à frente do pelotão que julga comandar. Mas o pelotão há muito que o deixou a falar sozinho!... 

   

O plágio!...

Maio 28, 2009

 Vital Moreira anunciou que iria propor um novo imposto, o imposto europeu, deixando os pormenores da sua caracterização para mais tarde. Fê-lo de modo que toda a gente entendesse que era uma iniciativa própria, que valorizava o candidato e a candidatura.

Perante a reacção que se levantou, Vital vem agora dizer que se trata de uma velha ideia, a que até já tinham anuído o Partido Popular Europeu e o Partido Socialista Europeu.

Vital não sai direito da embrulhada em que se meteu.

Ou foi sincero, mas mostrou forte ignorância do que se passava na Europa em matéria tão sensível e tão amplamente anunciada tempos atrás, e o PS teve que lhe lançar um pára-quedas, ou pretendeu enganar os eleitores, tomando como sua uma iniciativa alheia e praticou plágio.

Não sei qual a alternativa pior!...

Isto já nem referindo a insensatez de querer mais um imposto. E o logro de que não aumenta a carga fiscal!...

Uma vital calamidade fiscal!...

Maio 27, 2009

Vital Moreira advogou mais um imposto, agora europeu.

Anunciou o facto, por desfastio e para preencher agenda: criar impostos  é a coisa mais natural para um socialista que se preze. E Vital preza-se.

E como tanto se preza a si próprio como despreza os eleitores, os pormenores só quando for eleito. 

Eu sabia que a sanidade do país já não ia bem, a avaliar como pacificamente aceita  que todos os dias apareça um sem número de comentadores a justificar que os impostos não podem baixar. 

Verifiquei agora que Vital está bem pior que o país, pois quer obrigar o pessoal ao ónus de o eleger primeiro, para poder ter o supremo gozo de poder pagar mais um imposto!...

Realidade virtual!...

Maio 22, 2009

Desde há muito que o Governo e Sócrates vêm insistindo que o investimento público tem sido a prioridade para dinamizar a economia e para contrariar o aumento galopante do desemprego.
Independentemente de concordar ou discordar, fui ver e, embora já desconfiasse, consegui ficar espantado com o que vi. Não há ponta de verdade no que diz o Governo, já que a despesa de capital da Administração Central e da Segurança Social, isto é, o investimento da responsabilidade governamental, tem vindo a diminuir ano após ano.
De acordo com a Conta Geral do Estado de 2007, em 2005, foram investidos 4,54 mil milhões de euros; em 2006, o valor investido foi menor, 4,16 mil milhões de euros, e em 2007, o valor foi ainda mais baixo, 4, 07 mil milhões de euros.

E se em 2005 tal valor representava 3,0% do PIB, passou a representar 2,7% em 2006 e apenas 2,5% em 2007. Comparando com a despesa total, o investimento público representava 7%, em 2005, e passou a representar 6,4% em 2006 e 6% em 2007.
No que respeita a 2008, ainda não há Conta Geral do Estado. Mas compulsando o Relatório da Direcção Geral do Orçamento referente a Dezembro de 2008, aqui apenas no que respeita ao Sub-Sector Estado, verifica-se que ao investimento foi de 2,8 mil milhões de euros, equivalente a 6,1% da despesa, quando no ano anterior foi 3,2 mil milhões, equivalente a 7,1%. Portanto, o investimento público no sub-sector baixou em relação a 2007.
E a tendência mantém-se em 2009. No 1º trimestre, o investimento foi de 580,5 milhões de euros, equivalente apenas a 5,6% da Despesa.
Isto é, o Estado tem aumentado a Despesa Pública, mas em gastos puros e muito desperdício, pouco sobrando para investimento, cujo valor é cada vez mais baixo. A política de investimento público tão persistentemente apregoada e louvada é um mito. É esta a realidade dos factos. Que nada pode, até ver, perante a realidade virtual diariamente impingida pelo Governo.

Os keynesianeiros!...

Maio 21, 2009

 

O Governo tem-se louvado em Keynes para prosseguir a sua política de aumento da despesa pública como forma de assegurar o crescimento económico.
Errada a política, como se tem verificado. A realidade é que o crescimento, se o há, é débil, dificultado pela maior carga fiscal, e o aumento da dívida pública prejudica o futuro desenvolvimento da actividade económica.
A teoria keynesiana teve por base condições muito diferentes das que agora vivemos. A começar pelo peso da despesa pública, incomparavelmente mais baixa do que actualmente, e a terminar nos impostos, com um nível muito mais moderado. O financiamento da economia não apresentava os dilemas de hoje, e a dívida pública não era tão constrangedora.
Hoje, e face ao nível crítico da dívida, mais despesa pública exige mais impostos. Contra toda a lógica, não deixa o Estado que as empresas invistam e os cidadãos gastem, extorquindo-lhes os meios para ele próprio gastar de forma geralmente improdutiva e irracional. A prova está em que Portugal é dos países com maior peso de despesa pública e com menor índice de crescimento.
Face ao cenário macroeconómico existente, nível da despesa pública, endividamento do Estado, necessidade de investimento privado e às dificuldades de financiamento da economia, Keynes nunca preconizaria para o Portugal de hoje as suas próprias medidas keynesianas de há oitenta anos.
Por isso, as que vêm sendo implantadas melhor se chamarão keynesianistas ou keynesianeiras. E, para salvaguardar a honra de Keynes, o mínimo castigo que os seus promotores merecem é perderem as próximas eleições. E eu nem sou keynesiano!...  

Os keynesianistas e o monstro

Maio 20, 2009

Em 2005, os Impostos aumentaram 3,4 mil milhões de euros, para financiar o aumento da despesa corrente de 4,1 mil milhões de euros.

Em 2006, aumentaram o mesmo valor, para financiar o aumento da despesa corrente de 2,1 mil milhões de euros.

Em 2007, aumentaram 4,1 mil milhões de euros, para financiar o aumento da despesa corrente de 2,4 mil milhões de euros.

Em 2008, aumentaram 2,0 mil milhões de euros, para financiar o aumento da despesa de 3,8 mil milhões de euros. Em 2009, era previsto que os Impostos aumentassem 3,0 mil milhões de euros, para fazer face ao aumento da despesa corrente de 4,1 mil milhões de euros.

Em termos de PIB, os impostos, mesmo excluindo as contribuições para a segurança social foram abocanhando uma parcela cada vez maior: de 22,7%, em 2004, passaram a 23,5% em 2005, a 24,2%, em 2006, a 24,8%, em 2007 e 2008 e a um montante que ultrapassará largamente os 25% em 2009. Caso tivessem, excluindo a Segurança Social, crescido apenas ao ritmo da taxa da inflação, o valor arrecadado seria inferior em mais de 6 mil milhões de euros. Seis mil milhões que aguentariam a economia a um nível mais elevado e mais defendida da crise. Crise para a qual muito contribuíram as engenharias keynesianistas de que este Governo usa e abusa. E não falo em políticas keynesianas, porque, chamar-lhe isso, faria Keynes revolver-se na tumba. Keynes nunca as preconizaria neste momento, face ao nível da despesa pública, ao endividamento do Estado, à necessidade de investimento privado e às dificuldades de financiamento da economia. A política de drenagem crescente de meios da economia para alimentar o monstro das finanças públicas é, de há anos, uma das mais importantes causas da nossa divergência face à Europa. O governo é responsável e merece ser castigado nas próximas eleições. Mesmo sendo as Europeias.

Duas pesadas heranças...

Maio 18, 2009

José Sócrates e o Ministro das Finanças vêm repetindo todos os dias que a Despesa Pública está controlada. E que os impostos não têm aumentado. Não é verdade, nem quanto à Despesa, nem quanto aos Impostos.

Segundo dados constantes do Relatório referente ao Orçamento de Estado, de 2005 a2008, a Despesa Corrente aumentou 12,3 mil milhões de euros.

No mesmo período, os Impostos aumentaram 12,8 mil milhões de euros.

Tanto o acréscimo da Despesa como dos Impostos foi um acréscimo real, todos os anos superior ao valor da inflação.

Em termos de PIB, a despesa corrente significava 42% do PIB em 2004 e passou a representar 43,2% em 2008.

Também em termos de PIB, os Impostos directos e indirectos significavam 22,7% do PIB em 2004 e passaram a representar 24,8%, em 2008.

O aumento dos impostos, com impacto altamente negativo na actividade económica, serviu apenas como almofada para o aumento da despesa.

Esta é a realidade, embora o Governo e muitos comentadores, economista e pensadores encartados continuem a dizer, nos jornais, rádios e televisões que os impostos baixaram e a despesa pública também.

São estas duas pesadas herança, a da má realidade e a da propaganda enganosa, com que temos que nos haver.

 

Deputados Europeus

Maio 17, 2009

 

Convidado a colaborar, aqui estou para dar uma modesta contribuição nesta Campanha do PSD para as Eleições Europeias. Blog circunstancial, não belisca, nem por sombras, a minha fidelidade ao Quarta República.

Se a Despesa Pública fosse virtuosa, a economia cresceria e Portugal seria um país rico. Como a despesa pública não é virtuosa, tem ajudado a que Portugal seja um país pobre. Porque, ao nível a que está, e este ano ultrapassará os 50% do PIB, exige recursos crescentes dos particulares e das empresas, drenados, através dos impostos, para alimentar as finanças do Estado. Foi reconhecendo o facto que a UE criou o Pacto de Estabilidade e Crescimento, precioso instrumento para limitar as demagogias dos Governos, sempre prontos a privilegiar os seus interesses imediatos em detrimento de verdadeiras políticas públicas ao serviço dos cidadãos. O espírito que preside ao Pacto de Estabilidade é a diminuição da despesa pública, de forma a conter o défice em limites aceitáveis. O aumento dos impostos, como forma de conter o défice é uma habilidade que deturpa o Pacto, pelos efeitos negativos imediatos no nível da actividade económica.

 

 Os Deputados Europeus têm a obrigação de compreender a bondade profunda de normas como esta e de resistir à tentação de favorecer o seu desmantelamento. Paulo Rangel dá garantias de o fazer.
Em Portugal, desde 2005, como comprovarei em posts seguintes, a despesa pública aumentou todos os anos e os impostos todos os anos aumentaram para a suportar. Aumento esse sempre acima da inflação, portanto aumento real. E constituindo sempre uma parcela crescente do PIB. Meios financeiros que, desviados para o Estado e para as suas aplicações irracionais, empobreceram a economia.  

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