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Papa Myzena

Foi preciso uma eleição ...

Junho 07, 2009

... para o PS perceber aquele que é o sentimento óbvio dos portugueses. Bem longe da propaganda socrática, os eleitores deixaram bem claro que não querem o actual estado de coisas.

 

É ainda urgente travar, como bem referiram Paulo Rangel e Manuela Ferreira Leite, os projectos de investimento que o governo prepara, e submetê-los à apreciação eleitoral.

 

Aproxima-se um "Verão Quente", aliás, fervilhante!

V, de vitória, V, de Verdade

Junho 07, 2009

Contra todas as sondagens, o PSD e Paulo Rangel arrancaram uma vitória que começa a ser cada vez mais clara. Chegado à sede na S. Caetano, nota-se uma mobilização de todo impensável há dois meses atrás. Os que, como eu, sempre acreditaram ser possível ambicionar a vitória, sentem a sensação do dever cumprido.

 

A partir de amanhã, porém, há muito trabalho a fazer, porque, a contraciclo com a Europa, Portugal dá uma importância desmesurada à extrema-esquerda radical, que poderá, em Outubro, tornar o nosso país ingovernável.

 

Não há vitórias totais quando o Bloco e o PCP ultrapassam os 20% dos votos.

 

(agradeço ao João Gonçalves o teclado onde escrevo)

Eu voto PSD

Junho 05, 2009

Porque não quero continuar a ser governado por quem ignora os problemas do país, por quem se alimenta da propaganda.

 

Porque quero ver singrar em Portugal um novo ciclo político que olhe com realismo para as dificuldades dos portugueses, que seja capaz de introduzir algumas reformas essenciais, em vez das "reforminhas" (como bem apontou Paulo Rangel) a que o PS nos habituou.

 

Porque tivemos 11 anos de socialismo em Portugal, desde 1995, que não conseguiram apontar o caminho do crescimento.

 

Voto PSD, porque para mim, basta.

O paradoxo dos Socialismos, em particular em épocas de crise

Junho 04, 2009

Os Socialismos encerram em si um paradoxo impossível de ultrapassar: num país consistentemente socialista, não se cria riqueza; sem riqueza, porém, o Socialismo não sobrevive.

 

A Esquerda é boa a gastar, mas, pensem comigo: qual foi o país que progrediu economicamente, que viu reduzidas as desigualdades, seguindo consistentemente doutrinas de base socialista? Não vale citar os casos que atingiram a igualdade na pobreza, obviamente.

 

Meus caros, o Socialismo sem Empreendorismo, sem liberdade individual, não sobrevive: ninguém consegue diminuir as desigualdades, pela positiva, redistribuindo o que não existe. Por isso é que o Socialismo é particularmente perigoso em épocas de crise: porque mata o Empreendedorismo quando ele é mais necessário, porque limita a acção individual quando ela devia ser libertada e fomentada, porque secundariza o mérito, porque promove o controlo político da economia, aprisionando a inovação.

 

Não duvidem: o Socialismo nunca apontou caminhos de progresso económico; limita-se a gastar hoje os recursos futuros, agudizando a crise.

 

Por isso é que no actual ciclo eleitoral é essencial fugir da demagogia que grassa à Esquerda.

Quem nasce marxista para a política, tarde ou nunca se en-direita

Junho 03, 2009

Provérbio chinês (atribuído a Mao Tse-Tung): Quem nasce marxista para a política, tarde ou nunca se en-direita (nem que se pinte de rosa).

 

*****

 

No comício desta noite em Setúbal, Vital Moreira preferiu acentuar que o PSD “declarou guerra ao Estado social”.

“Nós, europeus e socialistas tivemos a coragem de trazer o imposto europeu a esta campanha”, começou por afirmar a eurodeputada Ana Gomes, lembrando o “aproveitamento mentiroso” do tema feito pela direita.

  

Ou seja, ouvindo Ana Gomes e Vital Moreira, concluimos que só é defensor do Estado Social quem for a favor do imposto europeu (pergunto-me como é que até hoje sobreviveu o Estado Social, sem imposto europeu). Fora daquilo que Vital e Gomes agora vaticinam, não há Estado Social: o caminho é, como sempre foi para estes nossos dois dinossauros da Política, único, predeterminado, foi algures inexoravelmente traçado, a preto e branco, entre o eixo do "nós e as nossas soluções", os donos da Verdade, e o dos outros, por definição, uns patifes, artífices da "roubalheira" (e, segundo Ana Gomes, "mentirosos").

  

Enfim, a lenga-lenga marxista do costume, agora pintada de rosa, mas que toca sempre a mesma cassete, cantada pelos protagonistas habituais, com a sua música arrogante; este PS das Europeias recupera velhos vícios e tiques, apresenta-se como dono da Moral Laica, proprietário único dos Valores do Regime, trazendo de novo (?) para a campanha um hipócrita "dedinho em riste".

 

*****

 

Ana Gomes acusa Rangel de ser um "maratonista da demagogia", mas julgo que a expressão se adapta que nem uma luva mais ao seu "camarada" de luta, Vital Moreira, do que ao candidato laranja:

 

O PSD declarou guerra ao Estado social. Porque ao defender o sistema misto para a educação e a saúde, e a privatização parcial da segurança social, o resultado é que pagaríamos todos as clínicas privadas para os ricos, as escolas para os ricos e a segurança social de onde os ricos tinham saído.

  

Frase interessante, mas, já agora, onde é que o PSD defendeu sistemas mistos, caro Professor Vital? É que eu, que até simpatizo com estas soluções, ainda não vi ninguém do PSD a subscrever nos seus programas a liberdade de escolha no acesso à Saúde ou à Educação (embora me esforce bastante a pregar nesse sentido), e muito menos a privatização da segurança social.

 

E, cara Ana Gomes, como classifica a exploração do "sentimento de classe", que se encontra na afirmação que a liberdade de escolha visa favorecer "os ricos"? Será uma insinuação típica de um "maratonista da demagogia", ou um "sprint demagógico" para, na corrida final, limitar os danos?

 

*****

 

Exploração do ressentimento, do sentimento de classe, tentativa de empurrar o PSD para a "defesa dos interesses dos ricos", a apropriação ilegítima, em Democracia, da Verdade, rotulando os adversários de promoverem a "roubalheira" e serem "mentirosos", é isto que Ana Gomes e Vital Moreira trazem para a política?

 

*****

 

Que triste espectáculo...

O querido lider que aponta caminhos rumo a lado nenhum

Junho 01, 2009

O que trouxeram de novo ao país os 11 anos de governação socialista? Será que hoje estamos melhor preparados para enfrentar o futuro do que estávamos em 1995, quando Guterres iniciou um ciclo político rosa?

 

Sócrates diz que "a direita é retrógada e está sem ideias e liderança". Fico com a sensação que Sócrates anda distraído (mais ou menos como andava em Outubro de 2008, e novamente em Janeiro de 2009, quando não percebeu, afirmando até o contrário, que estava aí uma forte crise internacional), e não vê que a Direita está a trilhar o seu caminho. 

 

Mas, o que dizer desta esquerda socrática? Será que o país, com o PS, tem andado para a frente, ou vivemos no medo, no atraso, no desemprego, com anos a fio a divergir da Europa?

 

Sócrates projecta de facto a imagem do líder, decidido, autoritário, arrogante até, sempre praticando a retórica da mudança e do inconformismo; só é pena que tudo isto, em substância, nos trace um caminho curioso, e até inédito, no plano político: o de apontar caminhos, rumo a lado nenhum.

 

Como diria o seu antecessor socialista, António Guterres, enfim, "É a vida!".

Colunistas ou candidatos?

Junho 01, 2009

Curioso, que haja jornais que permitem que candidatos europeus se manifestem enquanto "colunistas". É o caso, hoje, de Correia de Campos, que escreve sobre "Rangel e Vital"; só em rodapé nos apercebemos que Correia de Campos é, ele próprio, candidato ao PE.

 

O DE devia ter seguido o exemplo de certos jornais, como o Público, que em tempos afastaram alguns colunistas em virtude do seu envolvimento político activo; não, não estou a falar dos candidatos Vital ou Tavares, já que esses têm no Público prerrogativas especiais, pois mantém religiosamente os seus espaços de "opinião", retirando ao jornal da SONAE uma certa coerência de tratamento entre os distintos colaboradores.

 

Em Portugal, há mesmo complexo de esquerda.

A importância para Portugal de ter Durão Barroso na Presidência da UE

Maio 29, 2009

Vital Moreira tem, ao longo da campanha, mantido uma posição (no mínimo) ambígua em relação ao apoio do PS à recondução de Durão Barroso na Presidência da UE. A "partidarite" tem sido mais forte do que o interesse nacional.

 

É pena que o PS tenha escolhido alguém que, num assunto crucial para o país, tem tido uma visão paroquial e "partido-mesquinha", em prejuízo do interesse de Portugal e dos portugueses. A importância de ter Durão Barroso na Presidência da UE fica bem evidente nesta notícia, hoje divulgada no DE:

 

Portugal volta a ter um alto cargo na Europa: João Vale de Almeida, actual chefe de gabinete de Durão, vai ser o novo Director-Geral das Relações Externas da Comissão Europeia. Se, como se espera, Durão Barroso ficar mais cinco anos em Bruxelas, Portugal acumulará cargos no topo da Europa.

 

Quid iuris, Professor Vital? Afinal, é ou não do interesse nacional ter Durão Barroso na Presidência da UE? E o que pensa então o PS sobre a sua recondução? Apoia-a ou não?

Batendo no fundo

Maio 29, 2009

Vital Moreira, ao tentar associar em plena campanha o escândalo BPN ao PSD, a reboque da imolação pública de Dias Loureiro, presta um mau serviço ao já frágil regime democrático; cai além disso no ridículo, já que nesta fase, com ou sem razões que o justifiquem, é o próprio PS quem anda na mira da justiça.

 

É pena quando um constitucionalista de renome esquece, só porque vestiu a farda do político, as mais elementares regras do funcionamento da Justiça.

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