Missão Cumprida II
Junho 08, 2009
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Junho 08, 2009
Junho 08, 2009
A vitória do PSD nas europeias abriu o caminho para a mudança governativa em Portugal. O caminho aberto é estreito e difícil - basta olhar para os números para o perceber - mas existe. E o simples facto de existir muda tudo.
Sejamos claros: sem esta vitória nas europeias, esse caminho estaria fechado. Apesar de em democracia não haver vencedores antecipados - como esta campanha sobejamente demonstrou - tudo o que não fosse uma vitória do PSD neste acto eleitoral criaria uma expectativa de inevitabilidade de recondução da maioria socialista. Teríamos um debate surdo, inaudível, abafado pelo desalento e pela deserção cidadã em que o PS tanto apostou com a sua política da lama. Por isso era essencial ganhar. E por isso era essencial o PSD unir-se para ganhar.
Assim aconteceu. E a vitória a que assistimos ontem foi uma vitória de todo o PSD. Começando pelo candidato Paulo Rangel e pela líder do Partido que o escolheu, Manuela Ferreira Leite. E acabando em cada um dos militantes e simpatizantes que sairam à rua, que escreveram, que apoiaram, que encorajaram, e que votaram.
Todos juntos, oferecemos aos portugueses a possibilidade de ter um debate democrático aberto e equilibrado em torno das eleições legislativas. Cabe-nos agora oferecer-lhes a alternativa pela qual já mostraram ansiar. Com humildade, com determinação e com espírito de equipa, é tempo de arregaçar as mangas. Ainda há muito trabalho a fazer.
Junho 07, 2009
Os estrategas do PS que decidiram lançar a campanha de lama no final da semana passada devem sentir-se como num velho anúncio da Clearasil: com uma sensação de absorção, mas ao contrário. É em momentos assim que dá gosto ser português.
Junho 07, 2009
...que desde 20 de Fevereiro de 2005, José Sócrates não ganhou uma única eleição a nível nacional. Nem as autárquicas. Nem as presidenciais. Nem, pelos vistos, as europeias. Se eu fosse socialista estava agora a pensar nisto.
Junho 02, 2009
Dizia-se por aí que o PSD era o partido que mais ia gastar com as campanhas eleitorais deste ano. Que engano: quem mais gastou, de muito longe, foi o PS. Ao comprar um buraco financeiro de dois mil milhões de euros (sim, são mesmo seis nove zeros) com o dinheiro dos contribuintes, o Governo socialista apossou-se de uma reserva estratégica de lama com que pretende aspergir a oposição no tempo e no modo que escolher. É a campanha eleitoral mais cara de sempre.
Que lhes importa que o seu próprio líder esteja enterrado até ao pescoço no lodo de Alcochete, contaminado com escorrências beirãs? Que lhes importa que a lama do BPN nada tenha a ver com a liderança actual do PSD? Que lhes importa que o lamaçal só contribua para emporcalhar as instituições democráticas e agoniar os portugueses? Desde que dê alguma vantagem no curto prazo, tudo bem. Eleições ganhas, logo se verá, não é verdade?
Não é verdade, não pode ser verdade, não podemos deixar que seja verdade. Hoje há em Portugal uma clivagem moral, não entre Sócrates e Ferreira Leite, não entre governo e oposição, mas entre o PS e o País. O País tem de prevalecer sobre um PS que desmereceu da sua história. O País tem que afastar quem não revela qualquer escrúpulo para atingir os seus fins. E o País tem à sua disposição os instrumentos democráticos para o fazer.
O PSD será o instrumento do País nesta tarefa, não porque seja perfeito - a perfeição em democracia é uma miragem - mas porque é o único que está à mão. Também por isso, terá de mostrar muita humildade na hora de assumir as responsabilidades da governação. Será uma ideia nova em Portugal: um governo humilde, à escuta, sem medo de decidir mas que sabe que não é dono da verdade – condição essencial para se fazer uma política de verdade e com verdade.
Talvez pareça pouco, e de certa forma é pouco, face à dimensão dos desafios com que nos confrontamos. Mas se o PSD afastar o Governo mais tóxico que a democracia portuguesa jamais conheceu e o substituir por algo decente, já terá valido a pena votar.
Maio 29, 2009
...e nisso não se distinguem muito dos nossos. Outra coisa em que não se distinguem dos nossos é na prevalência de ex-comunistas nas suas fileiras:
Felizmente, os nossos ex-comunistas não tiveram as mesmas oportunidades de carreira que os seus camaradas romenos. Mas a escola é a mesma, e está lá toda.
Maio 29, 2009
"Quando se trata de prevaricações, prefiro caçar o prevaricador e não atirar sobre o polícia"
Já no caso Freeport, Vital Moreira não estranha que tenha havido condenações de polícias mas que os prevaricadores continuem à solta. Critérios.
Maio 25, 2009
Maio 24, 2009

A eurodeputada socialista Ana Gomes fez hoje um ataque cerrado a Pedro Santana Lopes, acusando-o de "parolice", "provincianismo abjecto" e despesismo por tentar contratar o arquitecto Frank Gery para remodelar o Parque Mayer em Lisboa.
As críticas ao ex-presidente da Câmara de Lisboa, que agora volta a candidatar-se à presidência da autarquia da capital, foram feitas durante um encontro de candidatos socialistas ao Parlamento Europeu [em Leça da Palmeira] com arquitectos da escola do Porto.
adenda: sobre este assunto ler também o que escreve Helena Matos no Blasfémias. Excerto: o mais espantoso na argumentação de Ana Gomes é esta ideia de que se Santana tivesse contratado um arquitecto português já não havia problema. Enfim quando uns operários ingleses disseram isto chamaram-lhes o quê?
Maio 24, 2009

Esquecer depressa demais esta história é, afinal, recusarmo-nos a perceber uma das mais sérias patologias da nossa democracia. O seu fechamento em torno de alguns, poucos, identificados geracionalmente com aqueles que fizeram o 25 de Abril, antes deste, a resistência ao Estado Novo, e depois, o PREC e o 25 de Novembro. Paulo Rangel não fez nada disso. Por uma razão simples: era uma criança. Enquanto os outros preparavam ou faziam a revolução, ele aprendia a ler e a contar.
Apesar disso, ou talvez por causa disso, é, seguramente, uma lufada de ar fresco na nossa política recente. (...) Aliás, é bom notar que Paulo Rangel não é o único. É apenas um dos poucos que conseguiram romper a blindagem do regime. Mas há mais, muito mais. (...) São a geração Maizena. E estão aí. Arredados dos corredores do poder. Pelos doutores Pinhos desta vida.
Sofia Galvão, no Expresso de 23/05/09. Indispensável ler na íntegra.
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